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segunda-feira

Nossa história, em memórias.




Dias ao enveredar-se por veredas que nós mesmos abrimos, veredas que fossem chão...veredas que fossem novos caminhos no coração;
Dias...fazendo propostas, a cada dia renovando-se acerca de nossa própria imagem a visão...rotina, desconhecíamos, vida era expectativa desnecessária por novidades em emoção;
Dias, vividos deixando tudo para trás, dias sobre os quais não restaram arrependimentos...em poeiras do esquecimentos, coisas desimportantes ou pessoas irrelevantes, ficavam para trás...
Em nosso caminho, somente bons ventos que soprassem em favor de nosso destino, em nosso caminho doce desatino, olhar de crianças a brincar com vida adulta...meninas e meninos;
Se palavras nada fizessem, nós girávamos o moinho...fizemos acontecer, juntos caímos e fomos o bastante para ser a mão para acalentar, a mão de alento ao ver do outro, triste padecer...
Porém, não tínhamos muito tempo para sofrer, pois vida havia para se viver, em nossos caminhos sementes a semear, flores a colher...
Boa missão que fosse altruísmo infundado para os demais, vidas para reanimar...vidas, para não deixar morrer;
Saístes um dia, sem nada dizer...sem palavras pela tua boca angelical proliferadas, pois anjos partem partindo corações sem querer, sem jamais adeus dizer;
Se assim dissesse, haveria de preferir nada ouvir, que fosse em teu perfeito enoquiano...que fosse em língua por mim não compreendida, ser por demais assim errante e humano... 
Fizestes aventuras e desventuras comigo, foste algo a mais que personificação de perfeição em forma de mulher, se tratava de um anjo amigo;
Fostes, para jamais regressar...hoje, diante desta máquina de letras que palavras persistem em tentar encontrar, em inútil ato de procurar;
Nada tenho a dizer que do coração saia, sequer uma palavra, sobre dias de nossa quase derrocada, sobre nosso derradeiro dia degustando sabor de vitória...
Restas agora como sonho ou ilusão de realidade, utopia vivida para jamais ser esquecida em vida...dias que jamais se repetirão por sua excelência, dias de laços e abraços em lágrimas de dor e glória;
Tu pedistes que por minhas mãos fossem escritas nossa mais bela história...pedistes por demais, creio eu, simplesmente...
Pois, nada avisastes, entretanto, que um dia sairia por aquela porta para tornar-se para sempre saudosa memória;
Resta coração, resta alma, resta um olhar de saudade que chora...nada resta nesta folha em branco a ser registrado na amargura que sinto, nesta precisa hora.




Um comentário:

  1. "I have died everyday waiting for you...a thousand years?" Perdão, não hei de viver mil anos, não sou vampiro metrossexual, não sou anjo....
    Fico aqui, lhe esperando...enquanto minha respiração sôfrega persiste, enquanto este velho coração resiste...enquanto subsisto nesta vil condição de HUMANO.

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