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sábado

Nossa alforria, de cada dia.




Sei que nada, do muito que creia ser alguém...está sujeito à poeira, estará sujeito à prisão que seja viver acreditando ser livre sem para tua alforria comprar, um vil vintém;
Escravos em buscar de liberdade, libertação dos grilhões agora sujeitos ao ostracismo imposto pelos impostos...pela frieza das cidades;
Escravo liberto, agora solto em meio ao nada que seja mato, escravo à espera de algo...ainda que, este algo, consista apenas em ser recapturado;
Escravos, pedindo esmolas esquecidos nas cidades, escravos no mato...não se distingue da cútis o tom de nossa cor, não se distingue por nada se ouvir sobre o urro que seja desespero em nosso pranto...
Contudo, há muito por se rir sobre nossa lacerante dor!
Senhoras e senhores, transeuntes assim de passagem...concedam um olhar de compaixão que seja, pois vida estagnada em um canto esquecido, para prosseguir também pede passagem!
Nem tudo o que foi esquecido na calçada da amargura, deste destino foi digno...nem tudo o que seja constantemente lembrando, enaltecido...deveras, será sempre por mérito, merecido;
Gostaria eu de persistir escravo, porém que para nós assim esquecidos restasse algo...além, daquilo a nós, do bolso tirânico destinado...o valor de nosso sangue que seja um centavo! 
Poetas e patetas se confundem, todos nós...em primeira do plural somos inadvertidos e alienados escravos, escravos também se cansam...poetas, de palavras, "quase" se fazem cansados;
Inspiração a escrever e semear deste lado, sementes...semeadas oriundas de nosso coração em cacos!
Gratidão...uma vida se esgotando, vela ao vento exposta com parco iluminar já se apagando, agradece por um minuto de vossa atenção;
Gratidão é o sentido para vidas que já não fazem mais sentido, obrigado pelo breve minuto dedicado com um olhar sobre o espelho de minha alma que são letras...pelo olhar amigo!
Deixe-me crer que simplesmente seja mestre de algo, pois disso necessito ainda que por um dia...ainda que, em um canteiro de obras em um canto esquecido...
Ainda que, como pretenso poeta lembrado em uma noite em abraços reconfortantes de um verso, mas esquecido no raiar de um dia;
Dane-se a opinião do mundo, por um dia foi mais intenso que da própria estrela maior o meu brilhar;
Dane-se o tempo, o vento, as inferências impertinentes por um segundo...deixe-me sozinho com meu silêncio, que coisas bonitas sobre ter feito alguma diferença em meus ouvidos, persista em sussurrar;
Com cuidado...pois, um mundo de perigos e impiedoso, com ouvidos ávidos por destruição tenta até mesmo o quase nulo sucesso alheio, por prazer estranho aniquilar.


 

Um comentário:

  1. "Vocês que fazem parte desta massa...e passam nos projetos, do futuro..é duro tanto ter de caminhar...e DAR, muito mais do que receber..." - Zé Ramalho.
    P.S: À margem do que "possa parecer"...a perecer! Sem mais.

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