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domingo

Límpido, esquecido mar.




 
Entre obscuros e obscuridades, gentilezas e obscenidades...sou ímpar, porém comum forma de verdade;
Translúcido límpido mar...donde a mais irrisória forma de sujeira que desqualifique minhas virtudes, irá desqualificar...
Bipolar, oscilando entre pólos, sequer eu me suporto, em versos singelos vou lhe contar;
Veneno que por instantes se venere, veneno que no segundo posterior há de se odiar;
Voraz  jeito de amar e se odiar... atroz é o meu jeito tão peculiar de me ferir e também de machucar;
Veneno para venerar, própria imagem se fazendo reflexão posterior mórbida palidez, por se destestar;
Obscuros são meus caminhos, obtusa minha conduta, transparente minha verdade;
Brincando o que aquilo que não deveria  se brincar partindo do pressuposto de  que a vida seja um jogo...
Brincando com fogo, flertando com a morte e esperando por vida, sobrevivência  rotineira...infundada e  repetiviva, aos poucos me pondo louco;
Escolhas certas por se fazer, porém certeza é o certo segundo o ponto de vista de outros;
 Agora, poluído...contaminado e esquecido mar...
Sinta-se à vontade para nele se perder, sinta-se livre para nele nadar...contudo, não se esquece que  embora  sujo, permanece mar de verdades para satisfação de alheias vaidades;
Subproduto por ser assim tão forte e contraditoriamente vulnerável, vítima  dos deuses e de humano, vítima de si mesmo...nobreza em vida aprisionada que, ao menos, sirva como  bom capacho...
Sinta-se à vontade para me amar, sobretudo para me esquecer...comigo voluntariamente se ferir, sinta-se à vontade para  me  deixar...
Quando alma clama por liberdade da própria carne, não vale a pena...não dê ouvidos...
Não dê nada, pois nada de ti deseja quando há tempos anseia por sequer aqui...restar para ainda ser ou estar;
Isso é ser prisioneiro de si mesmo e escravo passivo de pessoas...isso, é o inferno eterno do calor de submissão que jamais fora abrigo, de braços que jamais foram amigos...para quem seja assim...
Tão inconstante, tão bipolar;
Não peço perdão se lhe odeio, pois minha própria existência já cansei de detestar...
Navegue rumo ao acaso ou descaso, barco à deriva...permaneça, límpido e propositalmente esquecido mar.




Um comentário:

  1. NASCIDO PARA SER PRETERIDO, NASCIDO DE VENTRE MALDITO EM ESQUECIDO LUGAR. ESQUECIDA FORMA DE VIDA PEDINDO PARA VOCÊ SE ESQUECER, MAS SE LEMBRAR...ESQUISITA FORMA DE VIDA SOFRIDA, COM DIAS PARA SOBREVIVER, JAMAIS PARA SONHAR.
    OBRIGADO, ATÉ ALGUM DIA!

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