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sábado

Histórias engarrafadas.



Tocando as notas mais triste, melancolia no âmago de meu simples subsistir;
Ecoando em minha mente ecos do vazio, do olhar outrora amigo que com requintes de eufemismo, com adaga curta e afiada me feriu de forma sórdida e sutil;
Teus sonhos não foram vendidos, sequer os mais baratos e cretinos...sequer, os mais sublimes e mais bonitos...
Sonhos, sempre preço fixo ou descartáveis por demais para que fossem boas idéias em tempos atuais, para que fossem vendidos! 
Descaso, escritor intempestivo, dócil ou irascível...fruto quase que completamente do acaso;
De poeira sou constituído e, por fogo bom que aqueça na medida certa, também anseio por transmutação para ser, ao menos, curioso caso;
Um mar, embora somente de lamúrias não deveria invejar de coisa ístmica ou insular...de coisas menores, da areia que constitua minha própria praia onde ingratos se banham, um grão!
De minhas verdades questionáveis, questionaram meu caráter...de meus valores tão certos e premissas que fossem fé inabalável, balançaram a estrutura colocando em xeque minha razão;
Profeta a professar coisas que por tua voz não serão ouvidas, mas admiradas...contudo, jamais o suficiente para que seja eternizada a ferro e fogo tua escrita;
O prego não feriu a mão do justo em vão, justo...hoje enaltecido pelos que lhe fizeram crucifixo, fazendo questionar se, sobre existir que seja em forma de carne, haja alguma razão;
Prego ferindo o justo, chave que liberta o ladrão...palavras pouco ponderadas que precedam o discurso, sem pensar ferem mortalmente uma vida por nascer...
Fazendo propositalmente, ou sem querer....o desconhecido que ouse sonhar em tempos de tanto concreto por se concretizar;
Em tempos...onde querem teus atentos ouvidos, mas pouco queiram lhe escutar...
Tempos onde com o nada se faça tua "justa recompensa",  conformados derrotados em súplicas de desespero, em anseio para que tu renuncie a tudo...
Em conformidade com aquilo que se peça para o bom convívio, conforme se com promessas de futuro incerto para se resignar!
Toquem notas, réquiem para espíritos de sonhadores que se contentam com a máscara social de padronização, anônimos que não desistam a peregrinar...
Toque, a nota mais funesta...pois, sinto-me um pouco mais responsável por ter nascido ao olhar para aquele crucifixo, sob esta pele de lobos que escolhemos ser...
Toque, pois sete palmos abaixo descem sonhos em uma caixa de madeira, caixa de Pandora...males libertos em concomitância com esperança, sonhos sepultados para que em algum futuro, alguém possa teu manuscrito, compreender!
Lance no mar, que seja de tuas lamúrias teus sonhos em uma garrafa lacrada...lance, ao destinatário incerto de bom coração, com mãos receptivas que sobre histórias de humanos, algo queiram ler.




Um comentário:

  1. Prendam o justo, libertem o ladrão...prendam, apedrejem por aparências...deixem perecer na clausura, quem talvez seja digno de ignorância e de toda forma de PRISÃO!

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