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quarta-feira

Feras e feridos, dores e sentidos.


Nascidos com apurados sentidos, nascimento não consentido...sentidos, tentando ser repletos para vida, fazer algum sentido;
Feras e feridos...feridas causadas, vidas e lares destruídos, somente para que haja nefasta história a se contar...somente, para se saiba sobre discórdia que não se escreva num infame livro;
Sentidos...sentado esperando, olhos parecendo discernir com precisão, decifrar do momento com sagacidade cada questão...porém, somente olhos a divagar perdidos;
Ser teu amigo, girar na ciranda de insanidades e sandices desde tenra idade, desde primórdios de infância que se faça na mente lembrança contigo...
Ontem, me amavas...hoje, estranha forma de não se reconhecer até mesmo, para que lhe atribua adjetivo de inimigo;
Vejo-me agora, perdendo vida por entre os dedos, ponteiros não param para quem perca a hora;
Vejo-me agora, porém pouco sobre minha própria e irreconhecível imagem, olhos de incredulidade serão capazes de enxergar...
Para toda forma de estúpida conduta, sentido gostaria que não houvesse, sentidos que fossem eternamente entorpecidos...olhos, cegos por um instante, hesitantes em enxergar;
Mente que não consinta, corpo que nada sinta...mente que para si mesmo minta, fazendo de vida um jogo insano de feras e feridas em ciclos de alternância a se machucar;
Se não faz sentido, não deveria uma lágrima de olhos cansados correr...é triste, tua imagem impassível, submissa, quiçá propositalmente omissa...
Em uma praça de guerra, onde belicosa forma de ser, calma como bomba esteja sempre na iminência por estourar;
Não se sabe para que sentir, não se sabe se faz sentido...não se sabe muito a estas alturas sobre a história de nós...
Se é, que um dia houve nós nesta estranha e enfadonha história para registrar para posteridade coisas que foram sentidas em intensidade...porém, parecem não fazer nenhum sentido.




Um comentário:

  1. E hoje, com o pesar do silêncio, apesar de ainda ser doloroso a recente e infundada submissão ao açoite...deseja-se com toda voz que há de ecoar do cinismo, quando se pareça não ter durante um dia juntos existido...um "boa noite".

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