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segunda-feira

Fadas e varas de condão.



Varas de pescar sem qualidade, varas frágeis oriundas de inóspitos lugares...duvidosa qualidade;
Varas, que não suportarão a "fisgada" do peixe que tu tanto esperavas, varas que não sejam coletivos para porcos, mas sejam porcaria que não prestam para nada;
Varas...se falham sob a regência de um ébrio maestro, melodia há de converter-se em melodrama inesperado, forma patética de melodia irritante, desarranjada;
Em público a falar, sob pernas trêmulas o próprio peso suportar...pressão em um coração pressionado a pulsar, pernas...como varas verdes a titubear;
Até mesmo da fada madrinha, esperava-se um toque mágico...que fosse fada bonita para que varas sem sequer um toque, pudessem ressuscitar;
Minha senhora me ignora, o peixe não trago, trago nada além de um cigarro e um nojento escarro...
Minha senhora, por varas que falham não há de me perdoar!
Sonhos com vikings, sonhos com chapéus...cornos, que não sejam de touros cruelmente como coroa dos tolos, sob minha cabeça a se colocar!
No balanço das ondas, no balanço do mar...distante estou eu de minha morada, talvez lá esteja ela...mas, melhor seria sobre isso não pensar;
Lembro-me com saudades dos dias de juventude, onde tudo costumava funcionar...desde o motor de meu velho fusca, desde até mesmo minha velha vara simples de bambú, feita para pescar;
Fadas e divindades, atendam meu chamado...venham em meu auxílio, pois na moleza é duro assim subsistir ao penar;
Sobre minha cabeça coisas pesam, coisas...que ali colocam, porém ali não deveriam estar....
Sobre minha senhora, por isso não chora...varas no mercado não faltam para melodias de seu "violino" arrancar...
Notas altas, impossíveis para mim atingir...impossível, entretanto, não deixar de enlouquecer ao pegar-me às voltas com isso, consternado ao pensar;
Tudo era lindo, tudo costumava ser mágico para nós...nós que nos atavam, ainda que fosse nos prendendo com firme vara...corpos sóbrios ou embriagados no torpor da juventude a se misturar...
Quase morri de vergonha naquele dia...quando dei-me por ciente que havia envelhecido, mas o fogo em minha estima dama ainda ardia;
Esqueci-me de lembrar, que varas de condão moles, não "fazem a magia"
Será por isso, que ela me chamava pela detestável alcunha de "meia fadinha"?



 

3 comentários:

  1. Amigos, sejam sinceros...quem, nunca? Vejo minha fada...e a vara de condão? Melhor deixar pra lá...kkkk.
    "Madrugada de amor que não vai se acabar....xiiii, já acabou! Se estou sonhando, POR FAVOR QUERO ACORDAR!" kkkkkkk

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  2. Respostas
    1. Varas que não tocam mais o violino...não atingem as "notas"! KKKKKKKKK

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