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terça-feira

Deixe o tempo dizer.

Perdoa-me...mas, hoje quero me perder com aquela menina;
Em minhas veias, aspirada...hoje, quero alucinação que liberta da rotina;
Inspiração, na mente estado de paz prenúncio de agitação...
Libido, desejos proibidos...exacerbação;
Perdoa-me, estimado pai acaso, mas hoje quero com o velho torpor me iludir...me encantar;
Pela dama de vil conduta que desejam, porém finjam sentir repúdio...quiçá, me apaixonar;
Não me importo com o que digam, afinal sempre sobre algo terão para se falar;
De meu fugaz existir cuido eu, santos assim, tais quais a mim, eram igualmente ateus...
Minhas questões, não serão problemas ou soluções para ninguém, para que deixem de ser assim unicamente meus;
Perdão...talvez nem isso queira, mas sobre o que desejo não quero, ou se...quero, à respeito falar;
Se falo não importa, se me calo pouca diferença há de se notar;
Não compreendo, não entendo...não consinto com a curiosidade de quem queira saber, com aparente mera obrigação de simplesmente indagar;
Quem necessite de problemas alheios para resolver, quando dos próprios, esteja longe das próprias mãos, palpável solução para sanar;
Insanidade, devaneios, loucura...inconsequente ímpeto de auto destruição sem requintes para crueldade;
Perdoa-me, mas não se nada lhe devo, outrossim, não me deve sequer olhares...
Perdoa-me...se nada mais quero, será talvez por escolha própria e não necessito de alheia piedade;
Perdoa-me...sim, contrassenso, perdão a se pedir por me perder neste pântano de fétido odor de flores mortas,  por novamente com este inferno tão meu...me ver às voltas;
Perdão, se hoje não sei, se para aquilo que chamam por lar retorna...o infeliz, forma sem alma de vida há tempos, ostentando na face nada além de expressão impassível de pessoa morta;
Perdão, hoje vou me drogar, hoje vou viver ou me matar...não interessa ou jamais há de em realidade interessar;
Todo suposto bem para tua vida deseja...é, na verdade, sutil forma de alheio anseio para sua imagem à tua ligada, simplesmente não prejudicar;
Coisas fúteis...futilidade travestida por amor ou caridade que tua mão, por pura vaidade queira agarrar;
Quando em realidade souber sobre felicidade, que não seja o destino de alguém para controlar...regressa, poderemos então conversar;
Deixe a vida seguir, deixe o tempo, senhor de tudo...nos julgar.







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