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terça-feira

Claros, de cor variável.




 


A cor destes olhos, de íris distinta...meio cor de mel, célula de citoplasma verde e carioteca azul;
Cores que se fundem, com outras difíceis de se encontrar no arco-íris, em variações confundem;
Cor de mel, cor de céu...com esperança quase que prevalente que pareça disfarçar ou atenuar lacerante e intrínseca dor;
Cor de céu...azul feroz e atroz quando, do semblante, não se oculta toda ira...cor variável como variações de seres humanos e variação de tudo o que seja forma de vida mundo afora...
Gira mundo, cor de chumbo quando choram....verdes, translúcidos ao sorrir tal qual ao intocado mar, onde o humano não mora;
Gira mundo, brilha sol...apagam-se luzes, façam a cor destes olhos tão singulares variar;
Ausentes de alma, assaz envelhecidos...porém, talvez ainda capaz de encantar;
Mistério desta fusão tricolor, mistério que se faz quase que propositalmente verde, suficiente para se confundir com um grande e mundano amor...
Feridas que não serão aparentes, humilhações e dores por detrás de um rosto, que remeta à quase forma assimétrica de perfeição...
Olhar que hipnotiza outros olhares de curiosidade, olhar que facilmente conquista ou sem querer, faz chorar um coração;
A cor destes olhos...sequer eu sei ao certo, decerto será a cor que em teus olhos despidos de maldição, possam ver e tentar decifrar...decifrar a alma deste crescido e cansado menino...
A menina dos meus olhos é espevitada, leal...contudo, jamais fiel o suficiente para evitar que as capacidades de discernimento de teu olhar não traia;
A cor destes olhos, é tão minha...apesar de sequer eu saber qual será cor prevalente;
A cor deste olhar...depende de quem olha...dependerá, de vida que em direção destes caminha;
Sem saber que nada se oculta deste velho olhar que veja almas e intenções, embora falte nestes olhos um pouco de alma que em brilhos intenso se traduzia...
Alma de menino que tudo sobre mim dizia, alma que um dia...foi fagulha tão divina e única para se chamar por minha;
Azul que não permeia o verde, verde secundário sujeito ao amarelo primário, que se risca e se arrisca em torno da pupila...em linhas.



3 comentários:

  1. Cor daquilo que seja explícita forma de sentida emoção...cor variável em acordo com iluminação.
    Cor, que transmita aquilo que haja no coração.

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  2. Cor que simplesmente encanta um coração.... ameiiiii s2

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    Respostas
    1. Cor de nada...cor de tudo. Depende de quem atentamente olhe...indistinta, indiferente, sem beleza...para quem com indiferença, não note.
      "olhos nos olhos"...sempre!

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