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sábado

Ciclos de loucura.



Tudo deveras passa, porém nem tudo parece que para sempre passará;
Coisas que não serão necessariamente iguais ao que se viu há um segundo, deja vú insano repetindo-se e enlouquecendo a mente de um nobre...ainda que seja, nobre vagabundo;
Voz embargada por ímpeto de dor que queira se traduzir em lágrimas de desespero, voz sufocada na ânsia de gritar...quando ouvidos, serão somente do próprio espelho;
Olhos vermelhos...ódio, conformismo...ressaca por um dia a mais de agitação voraz nos mares de teu próprio seio;
Olhos vermelhos resquício, olhos vermelhos verdade...jamais, artifício;
Pessoas passando, vidas perfeitas...perfeição aparente personificada diante dos olhos;
Pessoas passando, vida aos poucos...como se derradeiro fosse o momento, ensaios de último suspiro exalando;
Velho odor...fétido, cheiro ruim do mundo que atinja o corpo, mas alma permanece preservada...inalterada essência;
Velho odor, velha e repetida dor...incapaz de ser ladra de essências, contudo testes desleais para toda sorte de humana paciência;
Sigo, vejo se consigo...em minha agitação impassível, inerte;
Em minha leniência proposital, boa veste e aparências para ocultar vontade de prosseguir, que quase se perde;
Tudo passa, e tudo não será somente tempo...gostaria que tudo por vezes, para levar embora tudo o que ainda cause doloroso ferimento, fosse vento...
Furação impiedoso a carregar o passado que se repita no presente, com requintes de crueldade que se faça alheio aos gritos de horror do dissabor...
Agora, de uma vez por todas liberto para regressar ao inferno e permitir cicatrizar aquela ferida aberta que ainda doa por dentro.




Um comentário:

  1. É quase tudo o que temos (tenho) para hoje, pessoal.
    Grato pela atenção.

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