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terça-feira

Ausências consentidas.

Quem és tu? Segunda do singular, tão plural para que meus sentidos enganem e meu olhar creia que veja;
Algum pronome, substantivo...somente olhares ou maledicências em julgamentos mudos, piedade desde o princípio desta boca que me beija;
És para mim personificação complexa, incógnita...raios difusos, coisa convexa, complicação neste teu proposital jeito de ser, comigo desconversa;
És horror, és alguma manifestação de estranha afeição que pressuponha algum amor...
És fogo frio, és inverno em olhares e atos, embora lá fora seja época de calor;
Perdão, se me apraz ser louco, pois na loucura me encontrei quando de pessoas tão normais e perfeitas como ti, busquei por segurança...mas, encontrei cruel desdém e desamor;
Não muda com as estações, emudece até mesmo diante de sórdidas provocações...
Estranhos teus atos, de fato...estranho tuas ações;
Solidão nada me traz senão inspiração, solidão não me chama por nomes simples ou, por aquele nome composto, que tanto me traz desgosto e apreensão;
Paredes sempre foram boas ouvintes para minha voz em devaneios, com elas aprendi muito...voz trêmula em titubeios, testemunhas inertes, quiçá estarrecidas por meus indevidos anseios;
Fiz meu dever de casa na medida do possível, quando momento se fez ensejo, quando estupidez não se fez desejo, quase que aprendi por completa a lição...
Se algo faltou, se algo não lhe agradou...peço perdão;
Para mim, coisas jamais deveriam ter sido, questiono até mesmo minha pouca fé, diante do constante o açoite que me imponha o impiedoso destino;
Quem tu és, quem és tu, era a questão...contudo, vejo-me a versar sobre mim mesmo, falar coisas sobre dissabor, devaneios...solidão;
Vida não é ficção, não terá sentido ou necessariamente final feliz...vida, sequer se captura em velhos filmes que não revelam, aquilo que se oculta no coração;
Perdão, personificação de quase perfeição...sou translúcido demais em meus defeitos, do berço já se observavam sinais de que estaria distante de ser alguém perfeito....
Minha missão, com esta somente tenho algum compromisso, entretanto, falho ao ponderar em uma mente que para si mesmo mente...já não parece mais pensar direito;
Fiz diferente, sou diferente...permanece incógnita, fiz o que jamais teria feito;
Em ares pesados assim, palavra sufoca e nada diz, verdade tergiversa e obedece ao silêncio muito deixa por subentender por também nada dizer...
Creio que entre nós, tudo será subjetivo quando seja verdade ou entendimento, e silêncio eterno será prevalente, sábia prevalência que deve prevalecer!



Um comentário:

  1. Paralelas, realmente nunca deveriam se cruzar....destinos não deveriam se encontrar e, quiçá, vidas...jamais deveriam nascer para em desgosto, ter como companhia somente o sofrimento à luz do luar!

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