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quinta-feira

Soneto de desatino.

Diante destes olhos com o nada a conversar, desenham-se nuvens, desfaz-se a bruma no mar;
Ondas de frio, ondas de calor...inércia, sinapse em bloqueio, fétida fumaça a exalar;
Não é chama de esperança, daqui nada se chama...pois, nada há de se escutar;
Diante de olhos que vagueiam, indiferença outrora desespero, com doses medidas não há de se preocupar;

Nada ao redor, às voltas com o nada...porém, um estranho ímpeto a me compelir a nadar;
Seria loucura, mas na loucura já me encontro em ensaio anacrônico, neste tempo que resista em passar;
Persiste a fumaça, moléculas componentes no ar...olhos parados, como se estivessem a enxergar;
Sinais de luz que não serão de esperança, sinais vitais estáveis...vegetal, com um coração a pulsar;

Resoluto, peça para uma dose a mais eu engolir, mas não me impeça de prosseguir rumo ao precipício;
Liberdade ou fim do sofrimento...lançada está a sorte, quando se anseia por vida, não se teme morte;
Loucura não há de mensurar ou temer coisas reais, tais quais um abismo, perigo há de ser este suplício;

Lança-se um homem, faz-se então história...
Lança-se ao incerto, com certeza de infeliz sorte...aquilo que em tempo pretérito, fica para memória;
Sem memória...livrou-se da dor, preterido ser outrora querido, livre do torpor e desamor de ser esquecido.





Um comentário:

  1. Nada a declarar...sintam-se à vontade para comentar ou omitir.
    Aqui sim, é um espaço aberto e democrático. Ninguém está sujeito a ser "ignorado" por questões que remetam à pré-escola, ou simplesmente maltratados sem motivo aparente.
    Grato.

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