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segunda-feira

Sementes na Paulista.






Um dia desses, sem parar me pus a pensar;
Pensava sobre os motivos que me trouxeram pra cá. paira sobre mim como teto, este céu de luar;
Plantei minhas sementes longe daqui, longe daqui estariam minhas árvores e flores...
Para não viver sob sombras, que sobre mim pesassem com este gélido ar;
Pobre migrante, semeou sementes distantes...pobre migrante a penar;
Assombrado é teu semblante, assombrosa é a cidade...ainda mais incerto, será teu amanhã e teu caminhar;
Atrás de um sonho, deixei sem saber um sonho para trás...espécie de pesadelo se tornara, nome ou sobrenome já não tenho mais;
Minhas crias devem estar crescidas, minhas feridas já cicatrizaram...flores estarão coloridas ou já foram por outros colhidas;
Escolhas eu tive, sinto agora que ainda mais escolhas tenho...
Não se enrubesce minha face, face ao infortúnio de forma de vida esquecida em marginalidade;
Do nada tudo poderá surgir, do nada...nada se espera, o nada poderá então como tudo, surpreender como boa idéia que transponha barreiras;
Hoje aqui estou, parado...porém, pensando;
Meus limites maiores já foram testados e sobre meu projeto nesta humilde pasta, alguém pode estar esperando;
Lindo céu, cor de suavidade...cinza que um azul esconde, sobre mim esperança derrama...
Como se ao sorrir, estivesse em afirmativas de que no caminho certo, estou a rumar;
Céu, onde Sol se oculta, onde poucos pensam e muito se labuta, eis-me aqui com um sorriso estranho de quem nada tenha a temer, mas tão somente a redenção por esperar;
Minhas flores foram colhidas, minha árvore distante de mim crescera...logo, uma sequoia creio estar por semear neste meu querido e estranho novo lar...
Parei para pensar e na Paulista, perdido e encontrado fui por definitivo;
Quando entre pessoas e arranha-céus tentava me encontrar...sucesso, finalmente;
Não se sabe se é sonho, ou ser será outro devaneio de minha judiada mente...
Pauliceia querida, se fez meu lugar.



Um comentário:

  1. Se era aqui meu sonho...não admito que seja sonhado em outro lugar.
    Se era cor de ouro, não admito que com as cores da desilusão, alguém que não seja eu mesmo venha a pintar...
    Se era sonho...era só meu, se há um plano, ninguém há de se importar se for sucesso para pessoas como eu, ou se novamente fracassar.
    A vida segue...vida, há de continuar.

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