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sexta-feira

Pena de si, poema de mim.

Fiz projeto, propósito para acabar com nós;
Fiz projeção incerta de futuro, pois jamais aprendera a desatar nós;
Desamor de mim, se apega em ti;
Desamor de si...dó, sinto pena de mim;
Nesta pena fiz poema, fiz que palavras voassem e ao destinatário mensagem levassem...
Palavras, façam assim por mim;
Palavras nada fizeram,  fizeram regresso...disseram que destinatário era cego...
Cegueira de obsessão, amor pernicioso que não transpunha o ato de pensar em si!
Amar-se, amargura a colocar-me em estado de catarse;
Armar-se...porém, contra algo que não fosse si mesmo, armas para ferir por mim usadas, jamais se mostraram eficazes;
Fuga...vidas fugazes...
Palavras nada por mim fizeram, meus atos denotam o quanto sou covarde;
Pena, deixo para hipótese que seja amanhã, o que deveria ser agora...
Deixo para depois, aquilo que como um compromisso consigo tinha determinada hora;
Amor bom para se viver não espera, lá se foi mais uma primavera, tempo implacável passou;
Tarde...vida passou, vento e tempo levou...
Gratidão, por deixar-me agora à beira do abismo, em derradeiros dias libertando-me da prisão...
Embora, não reste mais tempo, não reste vida que não seja sobrevida...
Vida arrependida, a remoer passado nesta incômoda e funesta solidão. 





Um comentário:

  1. Simples...COMO DEVERIA TER SIDO. Que pena, passou...restou para ser como projeto de vida mal concluído.

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