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quinta-feira

Osso entreposto.

Osso entreposto, pele oculta carne, oculta face...maquiagem oculta rosto;
Osso...dói por dentro, carne sofre, pele sangra...rosto, oculta desgosto;
Distância a percorrer entre ser humano e ser espírito, distância que se eleva como barreira...osso, entreposto;
Osso...a roer, fartura de carne na mesa dos raros que se fartam, porquanto se dê a contento por simples sobreviver;
Osso...escudo que não protege a alma, osso fragilidade...perecível ao tempo, ossos e traumas;
Osso entreposto, vive-se na carne e epiderme toda intensidade, se esquece de coisas sublimes que não preencham  aquele eterno vazio de ser humano...entre carne e coisas da alma, osso entreposto;
No inverno faz doer...faz sensível  e pouco aprazível marca a ferro e fogo do tempo;
Primavera, verão, outono...qualquer outra estação, osso entreposto a nos manter eretos, osso esquecido sob cimento;
Osso entreposto não sente emoção, osso...armadura quase que perfeita para aquele que sonha com o céu, sem superar o chão;
Osso de metal...herói, sonho de menino, indestrutível e potencialmente letal, osso irreal;
Osso humano, proteção que pouco protege, armação perfeita que punhado de carne repleta de água ergue...
Osso, entreposto...espírito anseia por sublime  e por ti,  ou sensações que não superem  à derme, devidamente bloqueado...
Osso entreposto, essencial por toda uma vida, assim esquecido...desejos de ser deveras livre, ainda que na condição de invertebrado;
Osso...entreposto.         


                                                                                  ~                        

                    
                    

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