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sábado

Ondas e oscilações.

Bebendo com volúpia a vida jamais contentando-se em degustar, mas experimentar a dose proibida;
Oscilar em ondas que não sejam do mar...descer às profundezas de um inferno, roubar a face do luar;
Roubar a face, vestir ou despir...determinar as fases;
Comum há de ser morte, vida será intensa vibração assíncrona motriz...propulsão, contração...
Dilatação, constrição que desafia limites de todo motor, ainda que motor seja humano e perfeito para falhar...coração;
Miligramas a mais de solução, uma dose a mais...clímax que seja ante sala para toda forma de sabida, previsível depressão;
Bate coração, faça-me sentir nas veias aquilo que justifique no toque, nos sentidos...da continuidade de seu bater, toda razão;
Faça-me louco, detesto sobriedade em demasia que seja sinônimo de estar são...faça-me perder o juízo, sem entretanto, perder minha razão;
Bebendo vinho maldito, ainda que seja o imaculado e virgem sangue;
Fazendo incisões quase que profundas...correndo todo risco para sentir a dor, ver a cor verdadeira de teu próprio sangue;
Oscilar entre pólos, sem dispor de tempo para repousar pés que restrinjam a mente e me impeça de viajar;
Desventuras, devaneios, divagar...entre pólos sobrevivo...
Entre pólos, não me encontro, mas me perco...entre pólos, faço meu provisório, porém sempre imperfeito para que seja derradeiro lar;
O lugar onde estou, é exatamente onde (não) deveria estar.


Um comentário:

  1. "Eu nasci assim, vou ser sempre assim....Gabriela???? Ops, não...Fernando mesmo!" rs

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