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segunda-feira

Nunca disse (a)Deus.

Esqueci de dar adeus, esqueci de dar...a Deus;
Lembrei que jamais parti, lembrei que sempre restei...lembrei que jamais fora partida digna de adeus;
Para ti, para mim, quiçá por intervenção do etéreo criador que jamais abandona os seus;
Filhos rebeldes, filhos...caminhando sob o mesmo céu onde brilhe o sol, ou este se oculta em nuvens que tragam chuva ou frio da neve;
Acendi um cigarro, logo daquela boca pecaminosa quis o beijo, sabia que seria concomitante o gosto amargo que fosse antevéspera do escarro;
Esqueci de dar adeus, pois em verdade jamais parti;
De longe vi, muito vivi dentre os filhos teus;
Escrevi...de meu jeito, fiz prosa ou verso...pretensa cópia em letras daquilo que é sopro divino de vida, por si somente tão perfeito;
Esqueci de dar adeus, dei a Deus talvez minha alma naquele dia;
Esqueci de dar adeus, permaneci com amargo gosto de sangue que deveria ser doce;
Restou somente o insípido gosto do prato que sou, da rosa inodora que murchou e fere minhas mãos na ilusão...quando apenas espinhos, deixou;
Esqueci de dar adeus aos raros meus, pois sinto que deveras, nada jamais a mim pertenceu;
Estou de passagem, minha viagem é a intensidade de passar sem ninguém perceber;
Perpassar, relatar, diferente fazer sem diferença, fazer;
Não disse adeus, dei tudo a Deus...deixe que este, por mim o vazio do meu amanhã, traga a mensagem para o vazio de meu existir, preencher...
Quanto tempo dura um adeus? Talvez....até que faça sentido o regresso para sentido novamente, reciclado e sem ressentimentos tentar fazer.




Um comentário:

  1. Hora de partir não se sabe...há de se saber quando não faz mais sentido para a criação e voltar-se para o criador...
    Hora de voltar para a vida, falar com Deus e sentir vida, sentir dor e renovar amor.
    Hora...de desapego, hora de um até mais, volto depois.

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