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segunda-feira

Lágrima e fumaça.

Precipitando-se, precipitada;
Ódio que queima em brasas, sobe fumaça...fumaça que faz vermelho no olhos...
Olhos vampíricos ausentes de alma;
Rouba a calma, rouba a paz...mistura estranha de fumaça produzida e uma lágrima que se faz;
Condensa...chama maldita, chama lágrima a se derramar pelo que não compensa;
Mente inerte, entretida com a fumaça e com a brasa que consome não somente minha saúde...arde em meu peito, angústia a flertar com ataúde;
Sublimação nada sublime, projeção...a causa infeliz desta cena repetida de mesmo velho crime;
A cena pouco se altera, no covil que se chame por lar...espelho e terceiro, as mesmas feras;
Ferindo, sem motivos aparentes, corações que já nada sentem partindo...
Quisera eu partir, partir para não fazer regresso;
Partidas para mim, entretanto, serão sempre ilusão de progresso com iminência amarga de retrocesso;
Atroz, mordaça mordaz....acaba-se o cigarro, no bolso há mais...
Não me apraz, é fumaça demais...é lágrima, a se formar por aquilo que se foi e já não deveria ser mais;
Como vida que esquecida sob a terra, como soldado desertor para sempre perdido em um ignorado campo de guerra....
Presente é o que se tem, cigarros para consumir o que resta de si, é aquilo que do futuro tão previsível se espera;
Reitero sem pensar, sem arrependimentos...atos de contrição, sem pesar!
Reitero que presente, seria hoje meu último dia a caminhar sobre este inferno que chamo por Terra! 


 
                                                                         

Um comentário:

  1. Último trago por nós, último "trazer" em um peito amargurado de nós...fumaça e derradeira lágrima de sangue, definitivamente a desatar todos os nós.
    Éramos nós, agora...somos o que resta por misericórdia do destino. Somos subprodutos de desatinos...nada além, de uma mulher e um homem desconhecidos, caminhando em sentidos opostos...sozinhos!

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