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sábado

E se...

E se...tudo o que fosse dito, em atos se consumasse, corroborasse o proposto?
E se, máscaras não fossem necessária para aceitação a se refutar, de um social rosto?
E se, até mesmo "se" não fosse condição, se toda lágrima ou sorriso fossem reais expressões que não se parecessem com obrigação, para expressar alegrias ou desgostos? 
E se o que ferisse apenas aquecesse...fosse bom para ser aprazível chama convidativa de fogo?
E se vida fosse para ser vivida, não se assemelhasse a um vil jogo de vaidades, por "ninguém" proposto?
E se cinza fosse apenas cor, não expressão de desgosto, desesperança ou dissabor...se cinza fosse sinal de chuva onde a seca, traga morte e dor?
E se azul não fosse alegria a imperar em um céu, tal qual imperativo se faça na imposição de raios impiedosos sobre a cabeça de um povo sofrido?
E se verde fosse verdade para ser esperança, se para ser adulto não necessariamente teria de morrer a criança...
Se ar fosse para se respirar sem para isso haver cobrança, se para se levantar combalido...não fosse necessário do estômago sentir a fome que lhe confira pujança?
E se amar fosse amor para que não fosse utopia, em contos de perfeição para se acreditar na infância e se perder em idade avançada de desesperança?
Se...até mesmo o verbo haver, não fosse cruel assim neste sentido sem sentido de EXISTIR, pressupondo que até mesmo o eu sujeito, não havia?
E se quem com palavras ou ferro fira, agradecesse, agradasse...reação, não haveria;
E se...as melhores coisas ou palavras, feito dádivas...em vão não fossem escritas, a mãos pecaminosas, não fossem destinadas;
E se o nada fosse repentinamente tudo...e se tudo, simplesmente fosse conceito reverso, fosse a ausência do nada...
E se todo sentimento fosse correspondido, todo coração não tivesse de ser ferido?
E se não houvesse nada a ser dito...não haveria talvez necessidade de tudo isso, ou nada disso...ter sido com audácia despretensiosa de proposição, escrito!



Um comentário:

  1. Muitas possibilidades, exíguas oportunidades...impossível? Nem sempre será...contudo, nem sempre será ponto de vista.

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