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quarta-feira

É para consumo próprio, senhor!

- Mãos para o alto rapaz, que semblante é este cheio de melancolia, olhos a divagar...devagar sentado nesta calçada, quando todos deveriam se ocupar em seu labor?

- Nada não, é tudo pra consumo próprio senhor!

- Mas, o que traz nestes bolsos cheio de miséria, o que faz com cara de visível embriaguez sem exalar cheiro de álcool...qual sua artimanha, doutor?

- Nada não senhor, é tudo para consumo próprio...estou a consumir minha própria dor!

- Está me cansando rapaz...pensas que não conheço esta expressão, sem documentos...sem direção, afinal, o que faz? Jogue limpo comigo, vagabundo!

- Nada não senhor, há tempos perdi minha própria identidade...meu amor e paradoxal dissabor, é caminhar e sentar no concreto do mundo.

- Já estou me cansando desta conversa, entrega logo aí o que você tem, ou iremos dar uma passeio ao seu contragosto, para que desenvolva esta maldita conversa!

- Quem faz monólogos és tu, senhor...estás a vociferar, bradando como louco...praticando a desinteligência que condena, enquanto eu estava pensando em algo para registrar em versos ou prosa, observando a vida que registro no papel, com PENA.

- Seu cretino de uma figa, verdades de pessoas como tu, se arrancam em cantos escuros onde ninguém ouça enquanto tu gritas!

- Vagabundo...ser do mundo, cara pintada de saltimbanco involuntário, faço acontecer coisas enquanto cumprem à risca vossos horários. Sou entretenimento ao menos, em um mundo tão chato que não permite que pessoas como o SENHOR, respirem por um segundo.

- Cale a boca, o senhor está preso!

- Preso...jamais, olhe para tuas vestes, veja as minhas...qual a acusação neste caso? Sou filho do vento, vivo ao léu, ao relento...sou livre para ir e vir. E o SENHOR, pode fazer algo distinto de obedecer e sempre estar pronto para servir?

- Seu....

- Prazer, "Sêo" polícia, sou Pedro, João...sou infame, ignorada forma de vida e artista. Prazer seria conhecê-lo, mas desprazer será lhe perguntar...
- POR QUÊ NÃO VÁ PERSEGUIR MALFEITORES, CUMPRE TUA FUNÇÃO À RISCA...E ME DEIXE EM PAZ AQUI PARA PENSAR?

- Ahn....liberem o homem, nada consta!

- Tudo o que tenho, QUANDO tenho...ou, nada do que tenho...É PARA CONSUMO PRÓPRIO, SENHOR!


O QUE NOS SEPARA?
POR QUE...NÃO??????

Um comentário:

  1. E por fim, MEU AMIGO, reitero...sem mais delongas reafirmo.
    Tudo o que tenho, tudo o que tive, se tenho...será para consumo próprio, SENHOR!

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