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quinta-feira

Destino, dê-me as cartas!

Flertando com a morte, brincando com a sorte;                     Dê-me as cartas destino, descarta-me desta insanidade...deste jogo de desatino;                                        
Disparate, disparidade faz em homem crescido, fragilidade de menino; 
Sementes iguais, frutos desiguais, queria eu ser como humanos por um dia...queria ser, como os normais;     
Como humanos...contudo, sem literalmente devorá-los, imitá-los somente em seus maiores enganos;   
Devaneios insanos...mudam-se repentinamente rumos, mudam-se planos...enganos!                                           Desfaz-se a maquiagem do primogênito prodígio, à tona ressurge o profano;                        
Orações aos céus, devoção de pouca fé de plebeu...cria-se após o açoite, aos poucos mais um ateu;  
Teus gritos, irmão...serão ouvidos, surdos estarão das divindades os ouvidos, para gritos que sejam meus;      
Plantando amor, colhendo uma vez mais ódio...na rua sem rumo, sob tempestade que seja consciência, sob   chuva dócil na pele a doer, ainda que seja rócio;                                       Contrassenso de existir, desistir de subsistir...                 Nada além de autopiedade, nada além de auto flagelação...nada além de um corpo ausente de alma, onde pulsa fraco um combalido coração; 
Desistir de existir não será considerável opção, mas há de se considerar de alguma forma,esvanecer...sumir;    
Ver se há vida além de horizontes intangíveis para os olhos, ver se não esqueci por aí coisas que se relacionem ao amor, que se diga próprio...                           
Ópio? Não, muito agradecido...de ilusões desiludidas já me faço abastado, do alcaloide meu corpo se faz  hospedeiro quase que involuntário, mais um dia sendo otário ferido;                   Pagar preços inimagináveis por querer ser, porém pagar sem jamais ter sido;                                          
Pagar até mesmo pelo castigo imposto, pagar tributos a um suposto deus supremo ou deuses pagãos, por um orgulho ferido;
Perdão, o golpe ainda fere, o corpo se acostuma, mas a alma não consente;                                                 
Perdão, não sou salvador nem de mim mesmo, salvação desconheço que não seja uma vez mais com membros debilitados levantar, recolher os cacos...seguir em frente!                                                                               


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