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quarta-feira

Deixa isso pra lá...







Lembra-se daquela casa, sobre alicerce de dúvidas, porém tal qual a um sonho firmemente edificada?
Não se pensava em nada, com coisas da vida ou palavras e rimas, se brincava;
Lembro-me do desenho tão imperfeito no papel, porém em minha mente como se fora retrato, em detalhes perfeitamente...
Lembro-me de nós como habitantes, lembro-me de um cantinho de perfeição que fosse da gente;
Desenhos e palavras tão somente, esperando pela cor que não fosse um eterno verde a desbotar para se colorir;
Desenhos...palavras, prosa ou verso, esperando por um destino que o abstrato transformasse em concreto, como passe de mágica para a gente sorrir;
Lembra-se dos sonhos? Lembra-se de quando não custava tão caro sonhar?
Lembro-me de quando éramos somente pretensos adultos por um destino que não fosse tão ingrato a esperar;
Lembranças...em uma caixa imperecível e não exposta às intempéries do tempo, resolvemos então guardar;
Nos lembramos dos dias comuns, de pessoas comuns...com coisas comuns nos preocupamos, logo comuns, viemos a nos tornar;
A casa ainda não sei se resiste, sobre alicerce tão frágil onírico que não fosse obsessão para ser "plano", talvez seja hoje escombros do que chamaríamos por lar;
A paciência aos poucos, sucumbiu ante às pequenas adversidades, nos perdemos procurando caminhos estranhos...com o mapa nas mãos, cegos à perambular pela cidade...
Veracidade...ver a cidade...com isso nos contentamos, contudo o tempo no relógio para nós, ainda não parou;
Lembrei-me novamente ao derramar uma lágrima de desgosto involuntária, sobre aquele velho papel amarelado pelo limbo..
Papel que não cumprimos, mas onde vivemos em desenhos ou palavras, como coisas tão concretas que não subsistam ao tempo que há de perdurar um simples dia um dia;
Foi-se...foice recolhe sonhos, foice tudo o que fosse surreal, sublime...o normal, roubou de nosso rosto a alegria;
O tempo se esgotou, a vontade quase que por completamente, passou...
Nada restou, com cinzas restantes de minha utopia já esquecida, se tingiu cara...se desenha o insano cotidiano que se fazem meus dias.



3 comentários:

  1. "See our world is slowly dying. I'm no wasting no more time. Don't think... DESTINY WILL EVER FORGIVE US!" - (Prayer in C, alt. lyrics - Lilly Wood)

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  2. Wow very beautiful sometimes we get lost in our own way nos perdemos procurando caminhos estranhos...com o mapa nas mãos, cegos à perambular pela cidade...
    Veracidade...ver a cidade...com isso nos contentamos, contudo o tempo no relógio para nós, ainda não parou; love this words :-)

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    Respostas
    1. Muito agradecido! :)
      Esteja sempre por aqui, és muito bem vinda.
      Realmente, nos perdemos em nossos próprios desejos, nos perdemos dentre outras coisas e nos esquecemos do plano...se é, que havia realmente um plano. :)

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