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quinta-feira

Abas se abram.



Abas abertas, mãos que deslizam, feridas que doem...abas, suavizam;
Abas...não são abraços, mas são restos que restam de antigos laços;
Esperança de um olhar, esperança perdura por madrugada insone...chá calmante, a esfriar;
Calmantes não acalmam, abas se abrem em busca daquilo que fora no passado razão...
Razão, para exposição sobre coisas de um suposto persistente coração e parco iluminar de uma alma;
Abas se abram, abraços confortam egos beligerantes que, em reciprocidade, se machucaram;
Abas...aliviam esta estranha sensação que deveria ser dor, deveria ser algo que fosse ao menos para se sentir ou definir...que fosse rancor;
Desamor, desapego...compromisso com letras,  letras que façam rimas ou sentido complicando ao explicar coisas, sobre algo com intento de ser perfeito;
Abas, já não mostram mais dos sinais, o vermelho;
Abas já não fazem sentido...sentado neste estranho torpor, oculto suposta dor com paliativos atenuantes para toda sorte de desespero;
Abas...se abram, mostrem novos horizontes, o outro lado da maldita ponte...
Mostra-me o todo que se oculta por trás da cegueira de indiferença consentida neste infeliz meio;
Utopia é sonho bonito, realidade é drama feio;
Ascensão...era verdadeira, decadência sem elegância, segue abrindo abas de desesperança...segue sem freio;
Acender outra chama...mas, pelo mesmo nome ainda se chama...
Creio, que de abas ou desconhecidas faces nada se espera...creio que devo tudo isso, que perpassa como genial forma de nada...
Abandonar, pois cama me chama para esquecer abas e me lembrar do teto, lembrar-me que já é passada a hora do desamor, transpostos foram os limites de todo desrespeito;
Hora, do descompromisso, divórcio definitivo quiçá...hora, de desapego.






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