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sexta-feira

A cegueira deste olhar.

Cegue olhos de atenção, para o crime que lhe persegue...
Segue adiante, vida é doravante...siga, com passos quase que próprios, suficientemente firmes para que o mau vento não te leve;
Seja pesado, no céu onde se desenha tormenta, o caos se aproxima...caos atormenta fazendo tudo na terra, pesar sobre tua presença;
Seja leve...embora, com pouca fé, leve contigo a boa bênção, teu patuá, tua crença...não dê soslaio sequer, para que inimigo sempre à espreita, do contrário lhe convença;
Crime que não compensa...persuadir a persuasão, questionar dos fatos a própria razão...
Parceiro a te procurar, há de perpassar desapercebido...quando olhos e sentidos propositalmente nada sintam, há de passar em vão;
Pensamento, batendo em consonância, porém discordando se a batida soar estúpida no ecoar do peito, em teu coração;
Contrarie teus passos, será contramão...caminhar assim, será prelúdio de colisão;
De choques, há de restar feridos...para escolhas, restará sabedoria de toda forma advinda, para que se tenha um caminho a ser escolhido;
A mão que te feriu, ontem fora teu amigo...o pesar, velho pesar de sempre, não obstante seja conhecido o perigo;
Resta choro, porém nem sempre há de restar ombro que seja amigo...
Resta eufemismo, resta amargura enrustida como boa maquiagem para se ocultar um semblante uma vez mais arrependido;
Que bom é caminhar contigo, que bom será estar ciente que paralelas por vezes simplesmente "concorrem"...ao ponto de jamais cruzar, mas lhe causar  ferida...
Ao ponto de causar dano irreparável que não há de cicatrizar, por todo o período que se chame por vida!
Cegue teus olhos...sossegue teu olhar;
Siga seu caminho, evite na medida que se possa...sobre a mesma faca de ponta afiada, se cortar.



Um comentário:

  1. Crime conhecido, assim consentido...já não faz sentido. É autoflagelo...é imputar-se ao castigo.

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