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sexta-feira

A cegueira deste olhar.

Cegue olhos de atenção, para o crime que lhe persegue...
Segue adiante, vida é doravante...siga, com passos quase que próprios, suficientemente firmes para que o mau vento não te leve;
Seja pesado, no céu onde se desenha tormenta, o caos se aproxima...caos atormenta fazendo tudo na terra, pesar sobre tua presença;
Seja leve...embora, com pouca fé, leve contigo a boa bênção, teu patuá, tua crença...não dê soslaio sequer, para que inimigo sempre à espreita, do contrário lhe convença;
Crime que não compensa...persuadir a persuasão, questionar dos fatos a própria razão...
Parceiro a te procurar, há de perpassar desapercebido...quando olhos e sentidos propositalmente nada sintam, há de passar em vão;
Pensamento, batendo em consonância, porém discordando se a batida soar estúpida no ecoar do peito, em teu coração;
Contrarie teus passos, será contramão...caminhar assim, será prelúdio de colisão;
De choques, há de restar feridos...para escolhas, restará sabedoria de toda forma advinda, para que se tenha um caminho a ser escolhido;
A mão que te feriu, ontem fora teu amigo...o pesar, velho pesar de sempre, não obstante seja conhecido o perigo;
Resta choro, porém nem sempre há de restar ombro que seja amigo...
Resta eufemismo, resta amargura enrustida como boa maquiagem para se ocultar um semblante uma vez mais arrependido;
Que bom é caminhar contigo, que bom será estar ciente que paralelas por vezes simplesmente "concorrem"...ao ponto de jamais cruzar, mas lhe causar  ferida...
Ao ponto de causar dano irreparável que não há de cicatrizar, por todo o período que se chame por vida!
Cegue teus olhos...sossegue teu olhar;
Siga seu caminho, evite na medida que se possa...sobre a mesma faca de ponta afiada, se cortar.



quinta-feira

Os riscos de nossa Highway.








Seu nome não era Clara,  alva era tua pele...tal qual àquela "parabólica" que ouvia em um rádio, atenção em mim veio a despertar;
Dispersa, alheia...rosto de incógnita, jeito singular de personificado "tchau radar" a me cativar;
Centro das atenções, em nossa "highway", aventuras e desventuras que para sempre,  quando tevês estiverem sintonizadas ou foras do ar...com olhos de um verde cinzento, teus movimentos a captar...
Capturar... 3x4, talvez não sejamos deveras o melhor, mas nos contentamos com o que "dá pra fazer"...
Companheiros de crimes inocentes e jamais perfeitos, caso sério que por mais que a gente cresça, não se pode entender...
Sabíamos sobre céus e que estes não passavam de promessas, porém pressa nos fez por diversas vezes errar a direção...
Errar a direção, com a certeza de lágrimas em reencontros previstos...dor ou felicidade se traduzindo em exacerbação de emoção, certeza de que por vezes...
Paralelas distintas e distantes, contrariando ciências se cruzando sem distâncias que não fossem aquelas que determinam estes números, mas prevalece aquilo que urge no coração;
Entre idas e vindas, te vejo como se ainda estivesse ali parada, olhando-se para nada... jeito impassível de leal companhia tão certa, quanto certeza de que ventos às vezes erram a direção!

Por vezes era fim de noite, noite fria e lá estava a guria...embora fosse aconchegante o calor, embora...tudo queimasse, quando nada aquecia!
Vinhos e venenos baratos, cigarros no cinzeiro...cara sóbria ou embriagada, sem se importar com a condição, lá estava aquela guria...
Olhos cor do céu, cabelos dourados de sol que fizessem remeter à doçura de seu ser...jeito e cabelos cor de mel;
Superando superfícies, céu de brigadeiro ou tempestuoso sobre nós...à perigo, testamos a mais de cento e sessenta nesta singular highway que mais de mil destinos, destinaram para nós...
Restamos mais fortes, desatamos os nós...restamos para ser, um e outro escrevendo em linhas inconstantes, a curiosa história de nós!
Por você valeu a pena...ainda que na boca em um longínquo futuro, para mim nada reste além de ti nas melhores partes de minha memória, e um sorriso tímido entre lágrimas...um chiclé, de menta....




Pagando dobrado.

Uma nota...nota que não será musical, nota a se atribuir a algo que não valha um centavo;
Saca uma nota em meio à correria onde pouco se pensa, muito pouco se nota...atuação humana, robótica;
Programável, maleável...tenaz, controlável...havia aquilo que se desejava, porém não se necessitava...
Havia preço, preço a ser pago com nota...coisa que a gente pouco tem, notas em mistura quase que homogênea, não se nota;
Não deveria valer tudo isso, porém prazer não tem preço...logo, se deduz...denota que solução e não problema, será a nota;
Notas a dispensar então, sem pensar por aquilo que não valha um centavo....
Notas...anotações feitas com letras de amargura após fartar-se com o banquete de teus ocultos pecados;
Um pequeno detalhe, coisas que em determinadas horas também não se nota...me deixou mais irascível, bravo, no semblante estampado marcas da estupidez, porém no direito de sentir-se consternado;
Lesado...não notei em coisas que não hão de ser notadas, notas se fazem confusão proposital, notas dispensadas enroladas quando se perca completamente o que se chame por razão;
Pensei ter pago insatisfeito cinquenta....paguei cem, com desgosto ao quadrado, potencializado...se fazendo mais uma questão;
Tudo por culpa de malditas notas e condutas automáticas, satisfação e alívios imediatos...coisas que se faz, mas não se nota;
Tudo, neste jogo insano de verdade variável e despido de franqueza", novamente se consumando em ledo engano...
Tudo foi intenso, agora resta esta sensação de nada...nada, além de sensação de que sou satisfeito idiota que pagou dobrado e entrou pelo cano! 


Cudesí.







Penso assim, embora não esteja certo se sobre isso deveria pensar;
Penso sem opinião formada...ocasionalmente consternado, deparo-me com realidades que me façam compelir a este estranho e aflito ato de acerca disto, pensar;
Uso pessoal e intransferível, não se sabe se não há compreensão...não há de se saber, se simplesmente esta é era de exacerbação de todo "altruísmo" aguardando unânime aceitação;
Desapego, desamor de si, cedendo espaço ao invasor...sigilo quase que absoluto sujeitando todo macho, a sentir em seu âmago toda intermitente "punhalada" de dor;
Vazio temporariamente a ser preenchido, vazio que seja o humano existir;
Desapego de si faz ceder...ceder coisas por demais, demasiadamente muito além daquilo que se espere de ti;
Para todo mapa de tesouro tão intrínseco e teu, há de existir piratas...ainda que caolhos, de olho naquilo que sempre a ti somente, até este instante pertenceu!
Desamor,  predispondo à humilhante submissão, presumindo que se necessite de preenchimentos temporários como bom paliativo para dores que não tenham solução;
Doar o Cudesí, no entanto, há de ser demais...pecado capital quiçá, para quem em pecados creia, que nos sujeite à divina e implacável punição!
Respeito é via de duas mãos...se assim exige, por qual motivo toda esta esdrúxula forma degradante de exposição?
Respeito não se dá, mas outras coisas, como o Cudesí, se dão em vão...
Ponderar acerca disso, me pegar às voltas com aquilo que não consinto...mas, por força de lei arbitrária, admito!
Nas ruas se desfila orgulho por suposta liberdade...comum agora, há de ser confundir ser livre com invasão de todo alheio direito de se privar...de PRIVACIDADE!
Nas ruas, desfilando orgulho em cores que denotam liberdade, Cudesí não é documento...mas, se ao menos nisso tivéssemos algum amor, quiçá teríamos alguma MALDITA IDENTIDADE!
Penso, então logo desisto de tudo isso...embora quase que sendo obrigado, por me saltar aos olhos assim incautos, aquilo que rejeito...contudo, sou obrigado a calar e consentir, contentar-me em ver;
Quer saber? Cada um sabe de suas dores, amores ou dissabores...cada qual, que doe o que lhe apraz doer! 



Chuvas de inspiração.



Espero por chuvas, chuvas de real ou surreal inspiração;
Mas, encontro-me sobre a terra esperando...e não sublima-se aos céus o que não seja líquido, e ainda assim há de se esperar distinta forma de transmutada precipitação;
Chuva em sua original forma, após experimentar diversificações físicas de sua própria e inalterada composição...à terra, retorna;
Sublima, condensa, precipita...regressa à terra que por ti se faz sedenta, em tua mais sublime forma;
Seja chuva onde boa vida peça para nascer, semente germinar, bom fruto em forma de alimente...oferecer;
Seja chuva que faça atenuar, confundir-se com lágrimas para sofrimento ocultar...chuva que faça coisas crescerem, redimensionar...realocar, desaparecer;
Chuva que faz pontes entre dias e noites...oculta crepúsculo no horizonte, esconde o alvorecer;
Chuva, que inspira poetas, desespera quem por ti não espera...chuva, paradoxal é o sentimento quando dos céus, olhos distintos lhe vejam descer;
Mãos que se juntam em reza para agradecer, mãos que se abram e joelhos que se dobram em súplicas, para cessar este chover...
Se é boa inspiração, se cinza é a cor do dia que peça por inspiração...cinza será sorriso, cinza será poesia, será canção;
Se é chuva ácida, assim feita pela acidez humana...coisas humanamente causadas...
Fique longe da plantação daquele que dela necessite, caia isolada distante do ostracismo de quem padeça em inanição;
Chuva, seja simplesmente....sempre permissão para ser;
Ponte invisível entre dias e noites, poesia, canção...gritos de louvores ou horrores;
Chuva de inspiração é o que se espera, mas chuva...também será em algum lugar razão para dissabores.




Senhora rezadeira, senhora verdadeira!






Precisa-se de uma benzedeira...pra curar, extirpar maldade vindoura, ou que já acomete aquilo que se chame por alma;
Precisa-se de uma benzedeira, assim tão cético...reclamando pelo regresso de algo que valha, que seja paz, mas não a paz que apraz ao canalha;
Precisa-se de benzedeira, para expulsar maledicências, para cessar testes de paciência...mandar embora maldade que se aproxima iminente, como víbora rasteira;
Senhora rezadeira, seja comigo deveras realista, seja realmente verdadeira!
Diga se estou assim a perecer nesta ardil febre, neste ardiloso febril estado que na face se faz rubor;
Diga-me se me pego assim adoentado, se não somente por alheia intervenção que me roga desejos explícitos ou implícitos, por percalços...queda, dissabor;
Diga-me, se não seria somente por desamor...diga-me algo, mas não deixe-me como se estivesse a tecer monólogo no tecido da cortina que encubra meus próprios pecados...por favor!
Precisa-se de uma benzedeira, daquelas com forte fé, pois sobre fé reconheço que pouco sei...sequer saberei ao certo, sobre o chão tão concreto sobre o qual pisa meu pé;
Benzedeira, que benze com arruda, socorro me acuda...reze aquela boa reza, que só a senhora entenda, que os anjos que me abandonaram ouçam...que as divindades que esqueci, tanto prezam!
Benzedeira, senhora do bem...senhora que é dádiva dos céus, nada cobra por aquilo que lhe fora dado, logo será audácia por demais lhe requisitar que seja verdadeira...
Diga-me se sou semente ruim, se sou amargo remédio servido em doses necessárias ou desmedidas para remediar coisas sem jeito, coisas ruins...
Diga-me senhora, viver vida verossímil em prosa ou verso, viver feliz por um segundo no clímax de letras que se encontram, mas soturno em meu próprio pequeno universo...
Diga-me, se sou solução...ou definitivamente, se sou eu realmente tudo aquilo que mais detesto.
Senhora rezadeira...senhora, verdadeira, dos céus, encarnada forma de mensageira!




quarta-feira

Realizações póstumas.



Aquilo que já se foi, aquilo que já não mais é...
Aquilo que renunciou a todo ser do verbo, etérea forma que ainda viva...para quem tenha fé;
Se hoje vive e não lhe atribuem relevância, não se importe...afinal, nada neste antro de insanidades tão fugaz deverá ter relevância;
Não será importante vida que seja expressão de coisa puramente humana, será interessante o soar da  sirene...será interessante, a tragédia da semana;
Em vida...boçal, morto...agora digno de honrarias, genial!
Poesia de poeta vivo...que pena, ainda vive, mas se for escrita de ilustre poeta morto, é comoção nacional!
Som da hipocrisia, verdades incômodas que não se noticiam, não se notam...sequer se faz menção em curta nota de vagabundo jornal;
Pobre vagabundo, escritor perdido...solitário ser companheiro de letras e cigarros tão vésperas de escarros...pobre ser sem carisma, moribundo;
Respirando ar infecto, plantando suas sementes e colhendo indiferença...
Ninguém nota de teu instrumento, aquela genial nota...ninguém repara em tua distinta composição....
Pois, ainda és vivo...o que vive  distinta forma de viver, carrega do berço inata maldição;
Porquanto viver será propositalmente ignorado, contudo quando morrer...será celebrado, meu estimado!
Saudoso...poxa, agora se foi, como era bom quando ainda vivia e compunha, cantava...escrevia para a gente fingir não ver;
Saudades, outro palhaço que ouse ser original há de existir, afinal sempre alguém disposto a ser vidraça em uma multidão de cretinos sádicos e alienados, há de surgir, há de ter;
Deveras, a velha celebração com requintes de caixão e vela...será a maior expressão de gratidão, a mais esperada, ainda que não confessa forma de dar parabéns...a você!
Legal, você morreu...tua história agora tem alguma relevância, quem sabe não transponha limites do obituário e não haja um livro seu?
Que pena, agora não vive...póstuma, fica para a posteridade toda a memória e respeito...toda a dignidade e importância  que ninguém lhe atribuiu, coisas que em vida, jamais ninguém mereceu. 


EU SEI, ODEIAM A "PESSOA"....RESPEITEM AO MENOS, O NOME!

terça-feira

Egos e velhas, novas promessas.

Promessas que se parecem premissa para uma nova vida, deitam-se  próximas, supostamente ao seu lado;

Promessas que possam ser personificadas, promessas das quais pouco se sabe sequer do sorriso, se sorri...ou, se ri da sua cara;

Promessas que prometem  um futuro que se pareça tanto com repetição de pretérito, mudar;

Promessas...que insistam pelo mesmo caminho percorrer, mas apenas em sutis e premeditados desvios de percurso algo alterar;

Seria promessa de céu ou inferno, aquilo que simplesmente vejo e por trás de olhos que se escondem ainda não consigo enxergar?

Promessa, de real abnegação de um ego, de mudança de conduta...que me faça arrepender de uma milésima chance conceder, de tanto sobre mim esquecer para tanto a ti, me doar;

Promessa de que não seja estúpido engano, de que não seja traçado com requintes de toda crueldade que suceda ímpetos de possessividade, um maldito plano;

Sorrisos inocentes de provocação, palavras de suposto amor que seriam juras de maldição;

Oração feita com anseios de mente agradecendo por uma vida como presente, oração que parece não partir de um humano coração;

Promessa...me perdoe por analisar com frieza a tua e a minha condição, pois do céu pouco conheço e sobre ilusões de paraíso, já cansei de iludir-me em vão;

Diga-me se seria mesmo incondicional aquilo que me desejas ao prometer;

Diga-me que ao desejar-me algum sucesso, não esteja em verdade, a rogar uma praga fitando meus olhos de piedade com oculto ódio...toda maldição;

Diga-me valer a pena contigo adormecer, sem sentir este vazio que sinto, quando ausente de ti venho a ponderar nossas vidas, promessa que se foi tão fria...ao alvorecer;

Promessa...uma vez mais tem minha mão, mas suplico que a pegue, junto com meu último suspiro de crédito na vida...pegue pra valer!

Pois, se uma vez mais promessas se vierem a se consumar em mentiras que rejeito em crer...prefiro cerrar meus olhos neste momento e eternamente, para este mundo desgraçado morrer.



Ao gosto de quem? Ah....gostinho...



Obrigado pelas escadas que diariamente, ostentando pesos temos que ascender por não haver outra alternativa por onde seguir.
Obrigado, pela falta de planejamento e pela forte demagogia, que fez sua popularidade subir.
Obrigado, por ver-nos obrigados a trabalhar em um local sem laudo de vistoria, um antigo mausoléu prestes a ruir.
Obrigado senhor, pela falsa promessa de valorização distinta entre base e funcionário de alto escalão, já devidamente bem remunerados, vivendo às nossas custas, uma confortável condição.
Grato, meu caro, pela sua imagem de bom moço ante à população, valendo-se do bom serviço de seu predecessor, a quem deveria gratidão por colocar em em dia, contas adquiridas em anos de estagnação completa e terror.
Ahhh....gostinho. Gostinho de enganação! Gostinho de que não errei em me abster ao votar em sua proposta de governar com uma suposta sólida direção.
Ahhh....gostinho. Gostinho de verdade.
Grato pela miséria que nos concede e pelas situações constrangedoras às quais nos submete.
Se acredita ser um líder servidor, aparições relâmpago em situações calamitosas, grande parte delas originadas por uma administração incompetente e desastrosa, de nada lhe valerão.
Somos geridos por gestores nomeados por mera conveniência política, quando chegamos a acreditar que havia idealismo e originalidade em sua proposta.
Ahhhhh...gostinho, de enganação.
Um pouco mais do que populismo barato era esperado de ti, embora seja tão ignorante...perfeito retrato do país, nossa população.
Muito bom para a mídia, omisso para com teu fiel servidor e cego para a cidade.



Como é linda tua farda!



Roubar coisas ou vidas, não há de ser problema, pois teu pecado é por natureza anistiado...distintamente visto, e julgado;
Matar...devidamente licenciado, para isso fora treinado, pela sociedade alienada enaltecido...por horrores por ti cometido, glorificado;
Eleito salvador...controverso é o teu papel, pois jamais fora um deus, mas em teu odor putrefato que emana do chiqueiro do qual é advindo, és tratado por SENHOR!
Por temor? Jamais...tens conduta "ilibada" e natureza afável de herói omisso, quando vidas  que de ti necessitam, esquecidas clamam por socorro;
É linda tua veste, oculta tua pseudo significância...aos fascistas que proliferam, ainda fascina;
Nada são além de porcos adestrados, afeitos por sangue que não se distingue entre culpados ou inocentes...truculência, chacina;
Mandados, obediência cega e estúpida...na rua prontos para fazer nada, senão reprimir uma população desarmada;
Porcos comandados, por uma sigla assaz "respeitável" chamados...inimigos de toda arte pela natural condição de aculturados; 
Hão de querer a atenção dos astros, mas horror será sempre vosso espetáculo;
Servindo para proteger, contudo sem servir para proteção daqueles que em sua arrogância, de ti tanto se faça diferente...
Chame se precisar, mas saiba que será suspeito até que tua condição de vítima se possa provar...provando dos "senhores das armas" e de toda razão, indiferença dolorosa para todo cidadão, simplesmente;
Rude, ser rudimentar...paga-se por proteção, mas às divindades tua vida todas as manhãs deve entregar;
Tudo isso assim se construindo em detestável sintaxe, rimas...tudo que seja depreciante, nesta conjugação maldita, verbos diante de vós se flexionam...versos de repúdio irão se encontrar;
Porcos estão por aí, portas e paredes escutam...neste pressuposto de catacrese, melhor será toda forma de omissão agora...
Pois o que espera lá fora é perigo, esperando para contigo tomar um nada reconfortante chá de sumiço;
Se me perguntarem, são legais...serão os três poderes devidamente nas ruas constituídos;
Deverão ser sempre a atração, jamais secundárias...policiais assim são legais, e eu...nada tenho a ver com isso!




Ato falho.

Tentei meu melhor, embora soasse como de qualquer pessoa, o pior;
Tentei ser igual, porém distinto...tentei ser cravo sem espinho, suave sabor amargo de bom vinho tinto;
Tentei ser...porém, tentar neste verbo deveras ingrato é prelúdio para fracasso;
Ser, simplesmente sem soar necessariamente agradável...ser ácido, ser dócil em revés...primeiro percalço;
Princípio de todo ser, futuro daquilo que  se espera...presente, sendo desagradável surpresa simplesmente por ser proeminente forma de errante ser, humano...
Ocultar, embora em translúcido olhar, uma indomável fera;
Do futuro muito se  desenha no papel, ou no abstrato que seja utopia aprazível se espera...futuro, sempre muita pretensão, jamais se consumando em fato;
De fato assumo, seria eu um protótipo imperfeito de ato falho...
Gostaria somente de saber, além da própria concepção, além do crime hediondo que fosse nascer...
O que mais...faço de errado?
O que faço para esta miserável forma de ignóbil existência, merecer? 
Todos terão sua cota...porém, a minha creio eu que esteja além daquilo que se possa consentir...
Muito além, daquilo que um ser que se diga humano, possa conceber!