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quarta-feira

Um churrasco para a eternidade.







Figura distinta, que dissipava com alegria até mesmo da mais lúgubre atmosfera em seu intenso jeito de ser e com a vida, brincar;
Menino homem, que ainda em minha tenra idade, contemplava como se fora feito de aço...alguém em que eu gostava de em um futuro me enxergar;
Sua presença, hoje já há tanto tempo ausente...parece aqui permanecer, parece que onde há diversão...ali se faz seu temporário lar;
Temporário, pois era assim...ser nômade, intrigante e extraordinário, tipo raro e despojado, espécie rara de se encontrar;
É difícil crer que algo invisível e incerto, por tanto flertar com a morte e sobre ela, sair triunfante por ser mais sagaz...esperto, fosse assim repentinamente de nós tua presença levar;
Jeito distinto de viver, jeito estranho de partir que me recuso a chamar de morrer;
Na memória não há enfermarias, dor ou sofrimento...na memória, somente sobre vida que era o que tanto gostava e até mesmo naquele leito, tanto queria, em meu saudoso peito hoje ostento;
Lembrar-me-hei de ti, somente sobre aquilo que interessa, hei de recordar aquilo que seja digno de recordações e descartar imagens perturbadoras daquilo que não presta;
Lembra-se ainda de nossos planos, em sua convalescência...que hoje se faz em atmosfera eterna, lembra-se de nossa festa?
Meu velho amigo...espere por mim, surpresas para ti reservo ao se deparar novamente comigo;
Tínhamos como certeza aquilo que jamais deveria se converter em incômodo fato incerto, tínhamos o plano, porém como há de ser típico da juventude...não tínhamos pressa para determinar quando seria;
No entanto, era noite que chegava cedo demais, quando esperávamos na esperança do raiar de um novo dia;
Era estranho o véu que sobre ti, aos pouco o envolvia...não se sabia se para pessoas jovens assim, tal veste precoce se admitia;
Perdão, velho parceiro...és ainda lembrado como aquela intrépida e viril figura humana, com a qual queria me assemelhar um dia;
Perdão, pois não conseguimos concretizar nossos planos...o destino, tinha como separação que se diz eterna, mas prefiro crer que seja temporária na loucura não sucumbir;
Em algum lugar nosso Sol um dia voltará a raiar, pela morte já não haverá temor e para nossa festa tão esperada...estará a me esperar;
Querido anfitrião, amigo tão breve e querido...pelo ceifeiro levado, como se fosse pego distraído;
Nosso churrasco, em um lugar de paz onde com carne não deveremos mais nos preocupar, há de se concretizar;
Hei de ver novamente aquele sorriso marcante e displicente, para mim novamente sorrindo ao afirmar:
- Cara...eu era grande e louco, mas você conseguiu me superar.
A morte jamais há de vencer aquilo que a vida em memórias tão vívidas, insista em no pretérito não deixar perecer e no presente, fazer para sempre no registro daquele velho sorriso...fazer viver;
Você fez a diferente, fez a diferença...ainda que breve, fez a vida de seu jeito e fez cada segundo, por anos valer!




3 comentários:

  1. DESCANSE EM PAZ, MAS É SOMENTE POR ENQUANTO...POIS, POR ENQUANTO É TUDO O QUE TEMOS POR AQUI ATÉ QUE UM ANJO VENHA NOS BUSCAR.
    PREPARE-SE PARA NOSSA FESTA, POIS SEREI EU O CARA A TE ACORDAR!
    P.S: Dedicado ao nosso querido, "Rogerião".

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  2. Fer..... não tem o que dizer, pessoas quando se vão inesperadamente deoxa sempre aquela angústia, uma dor, algo sem explicação. Esse texto ficou o melhor que já fez. Emocionante e perfeito sem mais......

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    1. Obrigado querida :).
      Lembrar desse cara é lembrar de alegria, intensidade...jamais de coisas mórbidas.
      Muito obrigado pelo elogio e sim, perder alguém inesperadamente é no mínimo...um ultraje do destino!

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