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segunda-feira

Quase, mas quase...



Quase construí, com tijolos oníricos o lar que sempre sonhara, porém permaneço na prisão e ilusão de felicidade desta prisão infeliz;
Quase vivi dias de glória, quase fiz ou fiquei para alguma página que não amarelasse e fosse esquecida pela história...quase contei, ou alguma diferença fiz;
Quase acreditei que viver seria válido pela fantasia, quase cheguei a crer que não seria precursor de amargas lágrimas...o sorriso triunfante em meu rosto estampado, se desenhava naquele dia;
Quase morri, quando descobri que todos que de ti se lembravam, insistentemente de ti algo mais cobravam...por talvez, não ser suficiente aquilo que eu oferecia;
Morri então, assassinado com a sutileza de um eufemismo barato...pelo esquecimento daqueles, que meu nome se lembravam, mas ignoravam quando já não se faziam interessantes ou sentido em versos aquilo que eu dizia...
Pensei ser proprietário de minhas próprias opiniões, ser dono daquele circo de ilusões...mas, no picadeiro, era mera atração barata para entretenimento do entusiasta de outrora, que agora de mim ria;
Sigo assim solitário, com esta cara de otário...ostentando em meu semblante um tímido sorriso amarelo por este quase que jamais se concretizara naquilo que quis;
Sigo adiante, ignóbil e anônimo errante...lembrando-me que um dia brinquei e sonhei com poesia, lembrando-me que quase vi tudo se concretizar, mas no abstrato do ostracismo vivo quase feliz;
Quase...é algo tão certo, que quase deu certo, mas quase...nunca fora marca indelével para permanecer;
Será sempre tão passageiro e ilusório quanto juras de amor, escritas no asfalto...sujeitas às intempéries do tempo e escritas a giz, a se esvanecer.



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