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sábado

O que peço e o que tenho.



Pedi para soar genial, a vida...me fez um boçal;
Pedi para ser distinto e talvez singular, a vida me fez um ser banal;
Pedi por perfeição ainda que fosse meramente estética, a vida...me fez uma figura patética;
Pedi para ter algum dinheiro, a vida me fez trabalhar por mixaria por dias inteiros;
Pedi para que pessoas que eu detestasse, viessem a desaparecer, porém a vida, com estas a cada dia me pôs a entreter;
Pedi...pedi tanto e esqueci-me de viver;
Me esqueci que a vida é um jogo singular e eu mesmo serei responsável pelo meu sorriso ou meu pranto;
Quanto a ser genial ou boçal, a opinião que não seja a alheia sempre fora a mais fundamental;
Quanto a ser distinto, basta olhar aquilo que reflete no espelho e enxergar sua própria disposição em deixar de ser tão igual;
Quanto a estética...quem seria feito de algo que não seja carne perecível e assaz mortal fétida?
Dinheiro? O necessário me basta, ainda que para tal eu tenha, por livre escolha, optado por um trabalho que me ocupe um dia inteiro;
Pessoas e desaparecer? Bom...para isto, simplesmente basta fechar meus olhos para defeitos e me tornar um entusiasta das virtudes, ou talvez...seguir meu próprio caminho com um foco distinto, e mudar minha própria atitude;
O papel está na mesa, e a história aguarda por ser escrita...não espere dos céus que as letras ali sejam colocadas por milagre, pois desconheço história de súplicas e lamentações que não seja frustrada ou aflita.






Um comentário:

  1. Seja como for, mas que seja ao menos...parecido com aquilo que eu queira.

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