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sexta-feira

Nada do que foi, nada do que será.


Levo, como vão levando as águas...assim indiferentes, finjo não sofrer;
Levo adiante, porém doravante...sei que não há de se recuperar, aquilo que outrora era razão de meu ser;
Brasa que arde no peito, lembrança maldita que faz noite intranquila e triste meu viver;
Levo como se nada fosse, pois até mesmo da foice que do ceifeiro emprestei...não quero me recordar, que contra mim mesmo já usei;
O que passou deveria ser passado, não deveria restar como remorso, ou pretensão de futuro sonhado que perdeu a chance ao agonizar, de ser realizado;
Sonhos que se foram junto com meu sorriso;
Em meu impassível olhar, oculta-se toda sorte de inferno que roubou lugar de meu paraíso;
Renegar e renunciar a si mesmo, quando assim sem querer...deixa-se com que a vida ou pessoas, façam escolhas indevidas que serão para você;
Levar como levam as águas, olhos que já fizeram rios em um triste vermelho cor de entardecer;
Olhos cansados de chorar pelo passado, olhos que rejeitam o presente e do futuro...não querem mais saber;
O horizonte está adiante, se sou água e devo rumar para o mar...que a vida então, seu curso e minhas escolhas terminem de assim, por mim fazer;
Se é imensidão ou se é pequeno, tanto faz...em um córrego de dissabores, vi minha vontade de viver há tempos agonizar e morrer;
Se é pequeno ou imensidão tanto faz...sou lagarta que rejeita transmutação, projeto de borboleta que para diferentes ares e lugares, jamais fará pouso...projeção;
Sou somente água agora...leve-me para o mar ou faça-me para o céu sublimar...
Simplesmente, resolva por mim de uma vez por todas, minha própria situação e desilusão. 




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