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sábado

Meu número ideal.

A serra é onde se encerra;
Aqui, neste longínquo lugar, onde até mesmo o sol se esqueça de brilhar...
O que era humano, há de ser alimento para a relva;
Modelo de perfeição, por ti...tinha ignorada admiração, pulsava mais forte e involuntário, neste inevitável soar que se ouvia de meu retumbante coração;
A serra, é o que te espera, mas devidamente atada e do direito à voz, devidamente cerceada...lacrada;
Que seja suave neste confinamento, que curta agora cada momento antes do destino final que lhe espera;
Modelo, manequim...era ideal de perfeição, era tudo o que queria para em forma de cera, eternizar para mim;
Preservada agora do direito estúpido de ir e vir, do frio e calor...inerte e cuidadosamente reproduzida, refeita forma de amor;
Refeita, feita refém após espreita...perfeita ainda mais será sem este incômodo corpo e seu calor;
Após meses de espera, meses de trabalho...domei a indomável fera;
Como é perfeita a visão de seu corpo que remeta a um lindo porco...enquanto aos poucos, pernas e braços se unem em um laço;
Terminada minha obra-prima, és inútil agora...que pena, estimado anjo personificado que se fazia menina;
Sua voz não deverá ser ouvida...minha obra perfeita, por tuas mentiras não deverá ser destruída...
Aquiete-se em tua condição nesta humilde condução, assim permaneça e antes que eu me esqueça...a viagem é longa para ser lembrada e em cada minuto, curtida;
Finalmente, a serra...vejo em teus olhos que agora ausente de voz, por ti gritam e falam;
Vejo por um último instante a imagem daquilo que adorava, mas agora deverá ser bem descartável...inerte, impassível, mas ainda linda e amável;
Breve estampido não se ouve da serra, distante demais para algo ser ouvido...serra, onde com um breve disparo se encerra;
És agora obra eternizada para meu nome glorificar, para sempre junta a mim estar...para ser admirada por uma encantada platéia...
És agora memória, és nada além de história...desceste pálida em uma morada rasa no alto daquela serra...onde tudo para mim começa, e tudo para ti se encerra;
Hora de minha glória e fama...pena que para isso tenha custado agora serdes alimento para a linda flor, para a verde grama que sobre ti, se esparrama;
És esquecida, como esquecida é aquela serra, és nada além de imagem inerte diante de mim...perfeita;
Teu corpo, nobre adubo que se mistura à relva..
Próxima parada...busca por minha nova namorada, para minha coleção ideal. 




 

5 comentários:

  1. E sobre esse assunto nada mais se fala...tudo por aqui, se encerra!

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  2. Sim da medo, mas quem disse que não existe pessoas que sentem uma vontade enorme de..... ja diz MOTO SERRAAAAA hahahahha muito bom meio quase psicopata, ta quase não, por completo, também Rogério Skylab como inspiração, não podia dar em outra coisa.

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    Respostas
    1. Quer...jogar? rsrsrssrs...
      Posso explicar a origem deste corte? Vou lhe explicar..kkkkkkkkk

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  3. Naoooo quero viver para assim te atormenta..... opa digo digo acompanhar hahahaha

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