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sábado

Juras juvenis.


Juro que jamais vou te abandonar, juro que onde você estiver cara...lá contigo também sempre vou estar;
Juro, até mesmo coisas que pelos outros jamais devia se jurar, coisas que soam perjúrio...peso de palavras que a juventude tão frágil e inocente, não poderia suportar;
Juro que nada disso sairá de nossa turma, juramos juntos aquilo que ontem seria segredo...porém hoje é nada mais é que algo sabido, motivo para risos;
Infância ou coisas da juventude jamais se fazem regresso, o que permanece são lembranças, resquícios...
Vontade de voltar no tempo para fazer valer aquele tão falho juramento;
Demos então as mãos, jurando que aquele momento seria para sempre...
Dez, quinze anos...quanto tempo se passasse, jamais separaria a gente;
O tempo passou, a mesma mão apoiando-se neste velho joelho...agora, assim apoiada somente para lembrar-se da gente;
Que pena meus amigos, que a vida sorrateira perpassou desapercebida e traiu aquilo que seria nosso para sempre;
Fez de nossas memórias, somente história, fez entre um sorriso de saudade  ao lembrar de nossa juventude irresponsável,  que uma lágrima caísse inconveniente...
Que pena, que demos as costas que sabíamos que iríamos dar, que pena que o tempo não eternizou, solidificou nossa felicidade do passado para que se fizesse hoje, não saudades, mas presente;
Pena...cada um tornou-se um distinto idiota, e seguiu por rumo ignorado sua estupidez adulta por caminhos diferentes;
E aí...lembram-se ainda deste cara, que agora de vocês se lembra com tanta vontade de revê-los um dia que não fosse no plano abstrato, a saudade é consentida...algo por nós, ainda sentem?
Juras juvenis deveriam amadurecer antes da gente, jamais deveriam ser juradas tão jovens e imaturas, para que hoje tornassem tudo o que fora tão intenso, em um vazio estranho e tão ausente.





4 comentários:

  1. Juramos um dia que jamais o tempo nos separaria...juramos dar um pelo outro a própria vida...
    Mas, vida era tão insignificante para se pensar que poderia ser morte ao ser assim realmente dedicada...a vida, com seus modos, fez de seu jeito e transformou nosso para sempre, em quase um nada.

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  2. A infância não volta mais, o que volta são as lembranças e automaticamente, a vontade de voltar no tempo e viver um pouco mais.
    Saudades da criança que fui e das crianças que fomos.
    E aí, se lembra de quando a inocência era a melhor parte?
    Ou agora, só restam saudades, saudades e saudades...?

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    Respostas
    1. Nossa caixinha para nos guardar para sempre jovens...nossa câmara criogênica pra nos preservar. Poxa vida, por quê tão rápido assim, a vida diante de nossos olhos tem de passar?

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