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quinta-feira

Juras de amor eterno.

           
         
O que faz alguém, contra sua própria natureza assim atentar?
O que faz alguém fazer do sagrado, tão profano e sem pensar...a resposta que seria definitiva e soa como boa mentira, afirmar com veemência sobre um altar?
Amor, alguns hão de responder...eu diria porém, que simplesmente seria necessidade de sozinho não permanecer, ou ter alguém com quem se acostumar...
Alguém, quiçá...para votos eternos de exploração implícitos, para mentir e explorar;
Posar para a foto, para a posteridade...da mentira, edifica-se o primeiro pilar, da pedra fundamental de seu suposto lar;
Adultério é caso sério, mas é algo natural por demais quando até mesmo os próprios apelos sociais, te remetem aos instintos primitivos de uma outra pessoa, eventualmente, também pensar em conquistar;
Polígamo por natureza, monogamia por palavras ditas sagradas, mas que em verdade se faziam convenientes para o homem que, de identidade sagrada, veio a criminalmente usurpar;             
Jurando o sim, querendo o não...dizendo eternidade, por conveniência, pressão ou pura comodidade;
Olhos que se dobram, ser humano também será ser animal, e falsos juramentos jamais cessam a tua inata necessidade;
Te amar, não significa ter, em um meio onde fêmeas e machos se vendam como em vitrines e peçam das necessidades tão vitais saciedade...traído, esquecido sobre ti ou sobre lealdade;
Amor se vive no coração, sexo se pratica por volúpia involuntária...mera necessidade;
Ser fiel a um não será necessariamente afirmação para bom caráter, será questão talvez de controle ou mera subjetividade da querência por saciedade;
Ser leal, é talvez saber o que seja amar a um...e fazer com que este ou esta, sintam-se únicos em consonância com aquele amor que diz sentir...
Porém, jamais deveria jurar em profanação, assumindo nas entrelinhas de teu juramento a própria falsidade. 
Mesmo erro novamente? 
Talvez meu único erro fora, em obediência ao meu ego maldito, quando afirmara te amar incondicionalmente.
                                              


Um comentário:

  1. "Porque quando eu jurei meu amor eu traí a mim mesmo...sem saber, que ninguém neste mundo é feliz tendo amado uma vez..." - Medo da Chuva (Raul Seixas).

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