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quinta-feira

Falando aos pássaros.




Eu pedi por um mero minuto de atenção, mas distração se fazia rua;
Tu pediste por nada além de ouvidos, mas o que se ouvia era gritaria que emudecia toda vontade tua;
Perdi meu tempo, pensando poder brilhar como estrelas ou roubar por um segundo, o encanto da lua;
Distraídos se distraem, dispostos somente...ao menos, sua lealdade não traem;
Disposição para pedir por amor e dizer amar, mas distraídos sempre para o contrário fazer...para se dispor a distrair seu entusiasmo em voltar a acreditar;
Disposição é o que se faz necessário, mas será sempre o que se pede e há de faltar;
Distração é o que sobra, o que resta...a sensação de tudo o que poderia ser e de que até mesmo quem esteja ao seu lado, fisicamente somente ali está;
Pedi meu tempo para dizer, mas para a lua ou um canto qualquer na parede...minha voz tive de emudecer e com minha aparente insignificância em existir, tive de me resignar;
Perdi meu tempo acreditando em ti, que estranha ao meu lado após tanto tempo permanece...e não sei exatamente ainda, porque insiste em ali estar;
Perdi a oportunidade uma vez mais de permanecer em silêncio...para a voz de sabedoria ouvir, entender por definitivo que este, há tempos, já não é mais meu lugar;
Vou para onde minha voz ainda faça alguma diferença, ainda que no vento a soprar;
Me sinto como uma velha tevê...passando alguma programação desinteressante em algum lugar;
Vou para onde o vento ainda sopra...onde rua, estrelas ou lua,  não sejam tão egoístas ao ponto de impedir este mero mortal de um segundo, a atenção para si chamar.






 

Um comentário:

  1. Sem mais nada a acrescentar...que diferença, realmente fará?

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