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quinta-feira

Entre flores e feras.


Entre tu e aquilo que traz que é dor, prefiro lembrar-me da flor;
Entre a beleza diante de meus olhos, ou a tristeza que me conduzia ao degradante torpor, hei de versar...embora com pouca propriedade, sobre amor;
Porém, não sou tu que se apropria de coisas para sentir segurança da afirmativa tola de ser sobre coisas, tão proprietário;
Se esquece que é perecível e fugaz....não nos pertence o próprio corpo, meu caro e estimado otário;
Vou-me embora, vida me chama lá fora...não sou prisioneiro da prisão que para mim, com carinho edificou;
Tua lembrança causa repúdio e náuseas...teu espectro infeliz de suposto parâmetro de vida feliz, para ti somente restou;
Com aquilo que não presta, mas também será trazido pelo mesmo vento que traga tesouros...pelos meus olhos agora atentos, já passou;
Fique onde está, petrifique por tua condição...porém, não desejo como a mim desejara, que padeça;
Desejo-lhe simplesmente saúde, ao algoz a sabedoria deseja longa vida para testemunhar vida intensa de quem faça diferença...de quem ouse sonhar e tenha distinta atitude;
Por fim, reitero que um abraço de ti já não mais espero, por ti sequer terei com esta pretensa forma de estranha poesia, que proposição de falar sobre flores no princípio fazia, algum esmero;
Por fim...digo-lhe somente, que aquilo que restou, seja simplesmente fruto do que afirma em devaneios de loucura, deveria restar para sempre;
Nada entre nós jamais houvera...saio agora, pois a fina flor lá fora me espera;
Fique para trás com a poeira, estimada fera...fique com os teus, pois não lhe pertenço e jamais lhe pertencera...
Sou cidadão do mundo, e um mundo que deseja por mim ser descoberto e me abraçou quando me feria, adiante também me espera.




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