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sexta-feira

Encontro com o destino.


 
EM UM LONGÍNQUO DIA, NASCEU COM ESTES OLHOS VERDES...POESIA.


Finquei então, aquela cruz...porém na lápide, sobre a data de ser finado ao certo, não sabia;
Cruz e pequeno espaço acolhedor que se fará eterna morada, esperem por mim, porém em um incerto dia;
Finquei aquela cruz querendo o fim, mas em minhas veias corria sangue e inspiração que pedia por mais poesia.
Consternou-se então meu semblante, ao ver que naquela cruz logo adiante...nada, sobre um ilustre e finado homem se dizia;
Talvez nada houvesse para se dizer, talvez porque no silêncio era onde encontrasse paz e sabedoria para viver em plenitude, enquanto havia vida;
De seu nome eu sabia, sobre sua história...nada foi escrito;
Aos seus raros e saudosos bastava, mas eu desconhecia;
Sob aquele solo me esperando, então olhei...desta vez ainda mais aflito;
Sempre haveria algo por se escrever, sempre haveria algo por ser dito...
Pus-me assim tão logo a ponderar, tão logo...ânimos arrefecidos pelo destino que sussurrava aquela voz em meus ouvidos, naquele local onde vida repousa e vida...se dispõe a pensar;
Suficiente talvez para ti, contigo já foi compartilhado...por mim, já lhe foi conferido;
Quando der sua quota, quando for chegada sua hora...alegre-se, não se ponha assim aflito;
A palavra continua, por alguém que ainda vive hei de procurar, para sobre as mesmas coisas falar, para a idéia não agonizar...para dizer o que há de ser dito;
Simplesmente aceite descansar, sobre sua história o suficiente deverão lembrar...cumpriu sua missão e neste dia, sou eu que me farei diante de ti agradecido;
Descanse em paz, poeta decaído.


VALEU POETA, ESTÁ FRIO AGORA ONDE REPOUSA...DEIXE RENASCER A POESIA.




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