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quarta-feira

E se...?



E se eu dissesse que teu amor minha vida não coloriu, pois era repleto de mentiras e no preto e branco de memórias descartáveis fora esquecido, sucumbiu?
E se eu dissesse que a ponte caiu e que sobre o outro lado nada sabe...pois, em teu ócio e esperança perdeu a oportunidade, de seu lugar jamais saiu;
E se eu dissesse que para toda dor que me causasse a desilusão, eu tomasse aquela pílula de ilusão e diria que simplesmente, sumiu?
E se nada eu dissesse...faria diferença? Não me recordo da última vez que uma voz que não fosse a tua própria...ouviu;
Se a esperança nunca morre, simplesmente seria porque ela continua viva em outros corpos...porque você de tanto esperar, já se faz história a não ser lembrada e a terra engoliu;
Esperança continua viva, pois simplesmente nós morremos antes;
Esperar por horizonte que transcenda a ponte, olhar para além deste horizonte...sentado, sob sua própria cauda, como se sobre um monte meditasse por um vida inteira tal qual a um monge;
Esperar pela cauda de um cometa tão sazonal, eventual...esperar pela vida lá fora, jamais degustar dos diferentes sabores por temer em uma vida tão efêmera, que tudo seja perigo e fatal;
E se eu dissesse que tua vida e minha vida não fazem sentido, que o que poderia ser...já foi, ou deveria ter sido;
E se eu dissesse...apesar de tudo isso soar tão doído, que nosso tempo já passou, que nosso corpos já sentem do tempo toda dor...que estamos a nos lamentar, em lamúrias de dois humanos envelhecidos?
Que pena ter de nós mesmos esquecido...que pena, é tarde demais para ter deveras vivido.




















2 comentários:

  1. E se eu dissesse...que jamais houvera um Mário, mas tão somente mera ilusão de eu mesmo, te pegando atrás daquele armário...

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