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segunda-feira

Atrás dos olhos.

Sonhos, hoje tão ausentes quanto minha paciência e vazios quanto minha consciência;
Sonhos onde habitavam coisas sublimes, onírico onde havia pessoas...mas se sonho é algo que se sonha no singular, como há de caber algo além de sua própria presença?
Sonhe...até que alguém determinado em lhe ofuscar com a própria luz que lhe guia, determinado a arruinar por tempo que transcende somente um dia...
Sonhe, até que a vida se faça realidade em metal e concreto tão frios quanto olhares, e se mostre em verdade como uma vadia;
Por trás de um par de olhos claros, não se vê tristeza ou agonia...há de se ver somente a impassível expressão de uma pálida face dizendo que uma alma ali havia;
Por trás destes olhos, não se faz mais diferença entre futuro ou pretérito, mera pretensão ou algo que realmente queria;
Tudo se oculta, o crime se esconde...a fantasia se recolhe na obscuridade imperceptível do véu de uma triste agonia;
Sonhar terá seu preço e será incerto, tal qual a incerteza de acordar para respirar e sua presença para retornar ao final de um dia;
Sonhe criança, sonhe pequenina...deixe-se levar pelas aparências desta face de um palhaço sem graça que encanta e lhe arranca sorrisos, mas tão semelhante a ti fora um dia;
Sonhe criança, sonhe e colha cada em cada segundo estando certa de semear aquilo que desejo por colher, tanto queria...
Não se deixe abater pela derrota travestida por trás de olhos verdes ou azuis derrotados;
Não descubra jamais esta infeliz sorte de quem fracassou e afirma ao fitar em um copo d´água sedento por vida, assim tão vazia;
Que esta mesma vida, fora para mim assassina de sonhos...uma vadia.



Um comentário:

  1. O que se esconde por trás destes olhos?
    Quem há de saber sobre a verdadeira história escrita em páginas aparentemente, belas?

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