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terça-feira

Alucinações em rodas gigantes.



 
Não retorna para se consumar em fato, aquilo que se pareça repetição insana de passado;
Das tumbas não se ouvirão vozes, da ilusão de paixão se desfez todo encanto;
Tudo se perde por um instante...em um instante, tudo se perde pra o passado queimado, estranhamente como reflexo daquilo que se detesta, em teus olhos uma vez mais fitando;
Não há de se consumar novamente em fatos aquilo que ardeu em chamas crepitantes para pagar e apagar registros de pecados;
Não se desfaz uma história repleta de absurdos, principiando no presente passos certos após tanto ter errado;
Em tua história, ninguém há de se interessar que não seja reflexo;
Espelho convicto, convexo...disforme imagem que se desenha, de um ser tão patético do qual até mesmo a natureza desdenha;
A vida não deveria se parecer com passeio panorâmico em roda gigante, com requintes de insanidade...contudo, monótona e assaz entediante;
Horizonte e sonhos é o que se contempla logo adiante...retrocesso, se parece com processo automático inevitável no lento girar desta roda gigante;
Consome então meu futuro, fazendo prevalecer o que detesto no passado...faça tudo o que se pareça líquido e certo, escapar furtivo e faz regressar o errado;
Chamas simplesmente não transformam em cinzas ou serão solução, quando o que problema permanece vivo e preservado;
Objetos por si somente não carregam maldições...no entanto, teu próprio existir e tua maldita sina, parecem ser o mal a ser extirpado. 





Um comentário:

  1. Quase que inerte, não se move senão diante de todo olhar maligno que sobre tuas desventuras, se lança e se diverte...

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