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sábado

Aleluia.



A beleza inebriante de uma mulher e os encantos fatais da serpente;
A armadilha e a certeza de amor seguro correspondido, a realidade que seja felicidade ou a lamentação por aquilo que poderia não ter sido;
O luar estava no céu em seu lugar, mas aquela que abaixo dele estava a brilhar...não se sabe se era presente divino ou divindade em formas que ocultava maldade em inocente olhar;
Sabia-se somente que era algo que fazia sua respiração por segundos cessar, sabia-se pouco sobre ela...mas, pouco suficiente para por muito tempo, por ela se esquecer da vida e colocar-se a admirar;
Jovem tolo, de seus poros emanava toda forma de inocência...em seu caminho tão sozinho, de repente os encantos daquela que lhe cativava com displicência;
Ao seu lado o mar, com sua imensidão...parecia diante de ímpar forma de beleza, se apequenar;
Em seu caminho, nada além de sua fé e do mesmo luar...naquela mesma janela, aqueles olhos de cor incerta a lhe hipnotizar;
De sua fé inabalável então pôs a esquecer, para daquela donzela de olhos da cor do mesmo mar que esquecia...se lembrar;
Não necessitava confessar pecados, pois sobre pecados pouco sabia senão dos ensinamentos advindos daquele velho altar;
Enlouquecido...entorpecido por aquela dama, à distância...que se parecia com um anjo para sua vida completar, ou súcubo enviada para toda aleluia de seus lábios silenciar e sua vida, ceifar;
Subiu então no alto daquele lugar...não era daquela casa, não era o alto do altar;
Velas soprando ao vento, sua centelha divina estava à perigo de para sempre, se apagar;
Do alto da pedra mais alta, entoou seu canto, sua trova...mas, a moça pôs-se imediatamente a lhe ignorar;
Conheceu neste dia o amor, conheceu neste dia a mais excruciante dor....
Conheceu o que era sofrer, sem sequer ter tido a oportunidade de realmente amar...por um amor maldito, renunciou à sua fé, e buscou a lua que via refletir no fundo daquele gelado mar...
Os anjos agora, seguiram seu caminho até os céus, para sua aleluia por ele entoar;
Aquele anjo displicente, agora em desespero...chora daquela sacada;
Jurou sua alma àquele jovem...e ainda é vista com sua imagem fantasmagórica à beira daquele desfiladeiro, junto ao mar;
Sem querer ceifara uma vida, por vontade própria...por uma eternidade se dispôs ao preço, pagar.




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