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terça-feira

Faces faceiras, verdades...e meias.

Quantas vidas possui para se viver, que não seja a minha e a tua?
Quantos quilômetros a percorrer, muros a transpor...para que algo que seja teu, soe literalmente como deveras, coisa sua;
Estive aqui e não sou verbo antes do próprio ser...mas, minha presença, assombra sem querer...assusta;
Não me lembro de real intento que fosse meu, de contigo "conjugar", tampouco me recordo de coisas sobre conjurar...
A estrela que para mim suspira, equidistante em um universo incerto está, quiçá...para aquela que apaga a tua;
Poeira cósmica, átomo inerte que de vida não disponha para ser molécula;
Da vida e coisas sobre amor, tão pouco quanto sobre si mesmo sabe...nada além do próprio infortúnio que causa, um assecla;
Toque...mas, toque ainda na mesma tecla;
Tente atingir estruturas metálicas em tua fragilidade, tente tocar o intangível para ti...aquilo que jamais acerta;
Não acerta, em versos se perde...se complica, para tolos incompreendidos se assemelha ao dono de um circo...
No entanto, jamais se passara de palhaço para entretenimento, em tua própria festa;
Fique com os louros, seja ídolo de aspirantes e calouros...fique com aquilo que mereça, aquilo que lhe resta;
Amizade caminha na contramão do orgulho, mão que se estenda em verdade...não se fere ao divertir-se com o alheio e aparente infortúnio;
Jamais preciso, daquele que nem sempre é preciso, porém sempre em figuras de linguagem diversas, tergiversa;
Jamais preciso...daquilo que tem rosto afável de um amigo, porém de poses e apelos parece viver, será nada além de amável forma de fera;
Faço minha próprio história, infelizes foram as linhas que se desenharam tragicômicas ao cruzar aquilo que seriam retas paralelas que não se cruzam, nossas distintas histórias;
Para toda estrela pretensa e precoce...pouca consistência há de trazer súbita supernova;
Não tente somente...seja;
Não diga saber ou ser entusiasta do que seja amar, se tudo o que oculta é veneno em teu dócil olhar;
Seja verdade, tenha somente a si mesmo como parâmetro diário, para superar;
Seja verdade que não seja aparência, mas seja verdade que não seja verossimilhança, viva e descubra em teus incertos versos a dor ou glória que lhe caiba, coisa verdadeiramente tua;
A cada qual cabe a própria desgraça para sorrir, a cada qual cabe sua própria dor para sentir...
Fingir...muito mal, sobre verdades, alimentar tuas próprias vaidades;
Realmente, que pena...vida que não sejam letras esperam também o poeta, para que a poesia soe singular para não se parecer cópia ou mais do mesmo, poesia pede vida e não somente pretensa alegria...
Poesia, pede que soubesse ao menos ser leal, ser mais real que artificial...
Viver em verdade...não somente suposta intensidade que oculte, talvez, auto piedade e se registre por um dia;
Vidas seguem, e vida não é somente fantasia...porém vida, há de pedir reciprocidade, senão soa somente hipocrisia;
Que pena meu caro, realmente...não foste o que eu esperava e talvez, eu não fosse o que queria, se é que queria;
Verdade agora se faz vivendo na chuva, sob o sol com sentidos aguçados....viver natureza, viver que seja rua;
A tua, não sei se então se encerra...a minha, metamorfoses em verdade sou, vida para mim sempre há e de formas que jamais compreenda, continua.




segunda-feira

Via de regra (havia uma regra?)

Via de regra...sempre na mesma vibração, via que jamais seja contramão...
Contrassenso, para quem diga viver na fantasia, refutar paradigmas e não seguir regras;
Via...em alguém que dissimulava, apenas alegria e fantasia, tirei os óculos da cegueira...
Vi, aquilo que outrora não se enxergava e com desgosto a realidade me mostrava...vi perfídia;
Tu és letra talvez, tu és bola que talvez necessite ter sempre tua vez;
Tu é insípida forma sem nexo, de coisas que não soam como boa reflexão ou melodia;
Intensidade, ápice...jogo de palavras que não faça sentido, jogo estúpido proposto pelo ego combalido;
Cada qual encontra em sua dor, seu sentido;
Cada qual, encontra em sua suposta desgraça...graça, para fazer versos longe de verossimilhança, ao menos, que fizessem sentido;
Falar de amor seria mais fácil...sendo este sempre utopia, imaginado, porém de fato...jamais vivido;
Falar do abstrato, tergiversar ao próprio gosto sobre fatos...livre será a escolha, tolice se observa no escolhido;
Interjeições, clímax...em todo ápice a aleluia há de viver, porém será a luz verdadeira que permanece acesa, ainda que após o Sol novamente ascender;
Via de regra, pensei que regras em supostas afirmações de liberdade não havia;
Penso que, porém, regras mínimas que fossem trariam um pouco mais de alma àquilo que se chame por poesia;
Penso, mas meu pensamento não faz diferença...creio que fui enganado;
Me traz ainda mais certeza, esta estranha pontual presença e o vazio, agora indiferente que há de causar  esta forma de premeditada ausência;
Tão disforme quanto meus versos...tão disforme, quanto nossas aparências. 





Meras coincidências

Toque o nome, toque o mesmo disco;
Toque naquela mesma tecla, já sabendo previamente, o risco;
Calcular, premeditar...
Por um minuto pensar que por detestar ser somente um, preço há para se pagar;
Trocar o nome, mudar o disco...troca-se então de tratamento, o pronome;
Isento agora está, de todo risco;
Risco no disco, repetindo a mesma faixa...faça aquilo que lhe apraz, "que se dane" aquilo que o olho alheio acha;
Por um minuto você pensou, nem por isso o mundo por tua causa parou;
Fiz coisas ao teu redor, apesar de ti;
Coisas há para serem feitas, sei que o mundo gira na mesma rotação...
E disco, há para trocar quando cansaço se fizer até de si;
Dó, ré, mi....teria mais alguma nota para tocar?
Reflexo ou reflexão...para mim há sempre uma opção;
Não peço para o mundo parar, em minha razão;
Quem será...escriba, quem será digno signatário que se aproprie da pretensa arte escrita?
Quem...se habilita?
O risco persiste, flexibilidade e tenacidade...ante à adversidade resiste...
Se é sabido que existe, e quem procura, nem sempre o devido acha;
Por qual motivo então, simplesmente não aperta com olhos verdadeiros a minha mão?
Sinta, consinta...ou não, hei de existir apesar de tua suposta razão;
O que enxergas? Do espelho própria reflexão? Pode ser que seja ilusão, e pode ser é somente aquilo que você sempre acha..
Por que não sente-se à vontade com coexistência, meu caro?
Porque, do contrário, cerra teus malditos lábios, entorpeça ainda mais teus sentidos deturpados...
Relaxa!



O amor mais bonito.



Amor mais colorido há de ser aquele pintado em telas...amor eterno em um quadro, preso e sem vida para ser vivido;
Amar parado...amar que seja na cama, amar que seja pretensão ao segurar uma rosa esperando por um amor, para ser amado;
Amor virtual...não compreendo, me parece fria forma de ser amar, não se parece platônico...mas, doentio e esquisito;
Porém, danem-se meus conceitos...se é amor verdadeiro, há de ser válido e há de ser perfeito;
Para ser assim dedicado, distante separado por telas onde aquilo que se queira tocar, esteja como em vitrine indevidamente protegido por um vidro;
Amor pele e carne, amor que devora formando um somente em perfeita simbiose, amor que com tempero de paixão, amor carnal...amor delito, proibido!
Amor mais belo para ser somente utópico, amor mais humano para jamais ser infinito;
Paradoxos de amar, se é ideal permanece como idéia e quando se faz experiência...se converte em lágrimas de um ou dois, para se lamentar;
Sobre amor muito já foi dito, por "caras que escrevem"...pelos grãos de areia que componham todos nós, pelas pedras no mar testemunhando amor, juntas e a sós...
Por poetas de carne, poetas iguais, mas por detalhes, distintos...
Poesia por um dia, que há de habitar no coração de quem já se permitiu amar, ao menos por um dia;
Amor mais lindo deverá ser aquele intensamente vivido...ainda que em sonho, melhor se em realidade;
Amor sem impor condições, amor de verdade...amor mais belo, será digno de ser amor que transcenda limites da eternidade!





sábado

Juras juvenis.


Juro que jamais vou te abandonar, juro que onde você estiver cara...lá contigo também sempre vou estar;
Juro, até mesmo coisas que pelos outros jamais devia se jurar, coisas que soam perjúrio...peso de palavras que a juventude tão frágil e inocente, não poderia suportar;
Juro que nada disso sairá de nossa turma, juramos juntos aquilo que ontem seria segredo...porém hoje é nada mais é que algo sabido, motivo para risos;
Infância ou coisas da juventude jamais se fazem regresso, o que permanece são lembranças, resquícios...
Vontade de voltar no tempo para fazer valer aquele tão falho juramento;
Demos então as mãos, jurando que aquele momento seria para sempre...
Dez, quinze anos...quanto tempo se passasse, jamais separaria a gente;
O tempo passou, a mesma mão apoiando-se neste velho joelho...agora, assim apoiada somente para lembrar-se da gente;
Que pena meus amigos, que a vida sorrateira perpassou desapercebida e traiu aquilo que seria nosso para sempre;
Fez de nossas memórias, somente história, fez entre um sorriso de saudade  ao lembrar de nossa juventude irresponsável,  que uma lágrima caísse inconveniente...
Que pena, que demos as costas que sabíamos que iríamos dar, que pena que o tempo não eternizou, solidificou nossa felicidade do passado para que se fizesse hoje, não saudades, mas presente;
Pena...cada um tornou-se um distinto idiota, e seguiu por rumo ignorado sua estupidez adulta por caminhos diferentes;
E aí...lembram-se ainda deste cara, que agora de vocês se lembra com tanta vontade de revê-los um dia que não fosse no plano abstrato, a saudade é consentida...algo por nós, ainda sentem?
Juras juvenis deveriam amadurecer antes da gente, jamais deveriam ser juradas tão jovens e imaturas, para que hoje tornassem tudo o que fora tão intenso, em um vazio estranho e tão ausente.





Coisas de Pato Branco..daí!

- Bom dia, como estão as coisas aí, daí?
- Mas...espere um momento, se é daí que falas, como queres saber coisas sobre aqui, daí?
- Perdão, por um momento pensei que fosse aí onde pensava que fosse, daí!
- Só liguei para saber sobre a Belarmina do Francisco, daí....
- Francisco...não sabes que este palavreado é punido com tapas na boca por aqui, daí?
- Falo da Belarmina DO Francisco, não daquela...daquela outra cidade que pensas, daí!
- Estás a falar de Paraná mesmo...certifique-se de que não sejas de outro estado, ou espiã daquela cidade inimiga, daí!
- Pensas que não sou, daqui..daí? Lembras que quando criança brincávamos juntas naquele lago e uma vaca raivosa perseguiu o fazendeiro até encurralá-lo contra uma árvore, daí?
- Me conheces, daí?
- Sim, és a Luzia de Pato Branco, minha amiga de infância...não é, daí?
- Sim, daí!!!! Por acaso...é a Bozena que estás a falar comigo, daí?
- Sim, sua idiota...não me reconheces mais, daí?
- Sim, claro...daí!
- Me digas então...sobre aquele dia no lago. O que houve com o pobre fazendeiro, daí?
- Não sei...não fiquei lá para ver, dái!
- Trolei você, dái! 
- HAHAHAHAHAHAHAHA.....DAÍ!!!!!!

CAVALOOOO, DAÍ!!!!! kkkkkkkkk






Exímia esgrimista!

Eu falava sobre boas intenções, daqueles talvez que já não se encontrem em verdade, por aqui;
Falava sobra fartura de maledicências explícitas ou devidamente travestidas...daquelas que mais se ouçam e se vejam, sentidos sintam por aqui;
Pensei não me enganar. pensei sempre em minhas próprias conclusões jamais titubear...
Pensei sublimar, quando meus pés jamais deixaram de tocar este chão onde neste dia, de forma derradeira, caí;
Pensei que uma mulher assim com cabelos tão belos de cor dourada, jamais fazendo afirmativa que mulheres seriam limitadas...erroneamente, presumi;
Discurso, debate...víamos entretidos com idéias diversas, porém não divergente...uma suave e singular forma de embate;
Às armas! Sem querer tome sua espada...falava eu então sobre a boa intenção que estaria em um suposto inferno, porém distante daqui;
Repentinamente, com se surpreendido por choque de realidade da qual, por instantes parecia alheio, simplesmente em devaneios distraído, saí...
Ela em sua suposta e surpreendente inocência, como exímia esgrimista me surpreendera com um fatal golpe...
Eu com satisfação, então sagrava enquanto ouvia daquele frio olhar distante e pensativo, pensamento intransitivo que com convicção afirmara a coisa mais verdadeira em últimas palavras proferidas...
Palavras, que pela última vez então, ouvi:
- O inferno, meu caro...não percebestes? É aqui!
Aceitei minha derrota como bom perdedor, resignei-me à condição inerte de defunto...e à terra, sucumbi.    



                                                                                       

Me dê motivos.

Se pensa que sou palhaço...escolha sua carta...
Vida que vive e respira sempre surpreende, o melhor está sempre por vir e vida assim tão humana, como lixo não se descarta;
Se pensa que nada valho, tu também terá teus valores para analisar e ponderar o quanto em um mercado imaginário, está a valer;
Se pensa em se fazer para mim restrição, obstáculo...lembra-se que palhaço, também sabe brincar e fazer sentir dor, onde há de doer;
Se pensa que pode montanhas mover, vá em frente e mova;
Se pensa que tudo para aquilo que enxerga como algoz ou objeto para testes está morto...surpresa se faz quando a inesperada peça neste tabuleiro de insanidades, se mova;
Se pensa, e assim fez opção infeliz por pensar...resista;
Se não suporta jogos mentais, mas se proponha a brincar...há uma chance, desista;
Se pensou...o vento coisas pequenas também levou, aquela relva a vaca também já ruminou...és agora passado, finito...
De tua nefasta presença, nada a restar sobre coisas que não prestam, restou;
Se nada pensou em verdade, regozija-te...tudo isso passou de mera pretensão de um louco, que sabe sobre versos ou sobre coisas que transcendam a própria insanidade;
Quem já caminhou sem desabrigado no inverno, sobreviveu ao próprio inferno...não necessita de auto ou alheia piedade;
Se procura um palhaço engraçado para entreter...venha a mim, mas sem troças ocultas em um coração obscuro...ainda posso para ser motivo de um franco sorriso, para a este papel voltar a me submeter;
Se procuras outra coisa...regressa ao princípio e com atenção devida, estes versos volte a ler;
Se nada procura, não procure por mim...não procure por nada,  tão logo...eu não encontrarei você.






Soneto de aves passageiras.

Pássaro passageiro, passaste por mim assim sem breve pausa para admiração...
Passara assim apressado, sem que pudesse ao menos fazer a ti ligeira observação;
Pássaro, passageiro...não pude sequer lhe observar, fazer comentário lisonjeiro;
Não sei se era ave de rapina, ou se passava somente para fugir do inverno chegando sorrateiro;

Pássaro passageiro, pare por um instante...colibri no ar a pairar, águia veloz e feroz;
Garras afiadas, visão de alta acurácia...predadora impiedosa para sua presa, assim atroz;
Pássaro passou, somente a impressão deixou...que asas não tenho, que visão é limitada...
Que humano por demais para sequer lhe seguir em minha natureza, eu sou;

Passou, aquela ave somente com a solidão deste campo pouco florido me deixou;
Mas, se há flores...quiçá, tenha sido por sementes que aquele pássaro ligeiro passando, outrora semeou;
Se há flores, então há algo para que observar, se há singular flor...algo restou;

A ave agora é passado, escapou à minha visão ansiosa por lhe ver...mas, me deixou talvez esta flor;
Pássaro passageiro está sempre assim com pressa, terá suas razões...incompreensíveis para ser humano limitado que sou;
Pássaro que passou...uma flor em minha mão como expressão de saudade daquilo não pude ver por tamanha velocidade...em mim, restou.



Filhos da terra.

ELA ME DISSE ASSIM: "MEU FILHO VÁ COM DEUS, QUE ESTE MUNDO INTEIRO..É SEU!"





Filhos saídos do chão, bastardos jamais, mas filhos desta terra...
Filhos amados, pela vida maltratados, filhos sujeitos ao espólio desta não declarada guerra;
Filhos...hoje crescidos, na busca por espaço que não seja o próprio tão exíguo, apertado...filhos por ninguém ainda, queridos;
O Sol que nasce é o mesmo, o espaço que caiba a cada qual será o suficiente;
O Sol que nasce é o proporcional ao tamanho de seu sonho, logo espaço será necessidade de ar para que possa respirar em acordo com teu sonho planejado, ou inconsequente;
Lua sobe no céu, teu olhar serão luzes que ali também querem refletir...coração que pulsa, visão que ante a resignar-se com mediocridade, sente repulsa...
Ao sonhado céu, também deseja ascender, subir;
Filhos...todos buscando paz, às voltas com vossa própria e intrínseca forma de caos;
Filhos...se assim são, deveriam ser amados, deveriam quando não suportam mais sofrer...ser carregados;
Filhos cansados de sentir a solidão de serem preteridos;
Jamais escolhidos...adormece para sonhar, no despertar permanece o mesmo sonho a pulsar em um semblante sereno e um peito ferido;
Filhos da terra, assim...pessoas singelas, simples tal qual a mim...filhos que necessitaram de gritar para que seu esquecido talento, fosse reconhecido;
Filho...um dia o Sol para ti há de também sorrir, um dia a lua no céu será suavidade de candelabro celebrando e flertando com teu sucesso...ao lhe assistir pegar no sono e dormir;
Filho, não sei agora para onde partes, mas o que havia de melhor, embora com nada se parecesse contigo vejo agora, junto ao meu coração com esta lágrima teimosa entre sorrisos...partir;
Filhos, não desanimem...persistam em vossa tão solitária e nobre luta, o destino não há de perdoar àqueles que ao próprio dom refuta;
Um dia, creio que verei satisfação de recreio quando com a vida estiver a brincar, e não mais a adversidade lhe faça brinquedo para brincar contigo;
Filho...se acaso não der certo, saiba que jamais fora fracasso, mas sempre será sucesso....
Terá sempre de volta aqui seu lar, olhos velhos para te ler...ouvidos quase que surdos que queiram te ouvir cantar;
Boa sorte e que Deus lhe acompanhe, boa sorte...neste ato insano tão próprio dos loucos que não entendo, mas compreendo, de simplesmente querer sonhar!


Atenciosamente,

Mãe(s).





Meu número ideal.

A serra é onde se encerra;
Aqui, neste longínquo lugar, onde até mesmo o sol se esqueça de brilhar...
O que era humano, há de ser alimento para a relva;
Modelo de perfeição, por ti...tinha ignorada admiração, pulsava mais forte e involuntário, neste inevitável soar que se ouvia de meu retumbante coração;
A serra, é o que te espera, mas devidamente atada e do direito à voz, devidamente cerceada...lacrada;
Que seja suave neste confinamento, que curta agora cada momento antes do destino final que lhe espera;
Modelo, manequim...era ideal de perfeição, era tudo o que queria para em forma de cera, eternizar para mim;
Preservada agora do direito estúpido de ir e vir, do frio e calor...inerte e cuidadosamente reproduzida, refeita forma de amor;
Refeita, feita refém após espreita...perfeita ainda mais será sem este incômodo corpo e seu calor;
Após meses de espera, meses de trabalho...domei a indomável fera;
Como é perfeita a visão de seu corpo que remeta a um lindo porco...enquanto aos poucos, pernas e braços se unem em um laço;
Terminada minha obra-prima, és inútil agora...que pena, estimado anjo personificado que se fazia menina;
Sua voz não deverá ser ouvida...minha obra perfeita, por tuas mentiras não deverá ser destruída...
Aquiete-se em tua condição nesta humilde condução, assim permaneça e antes que eu me esqueça...a viagem é longa para ser lembrada e em cada minuto, curtida;
Finalmente, a serra...vejo em teus olhos que agora ausente de voz, por ti gritam e falam;
Vejo por um último instante a imagem daquilo que adorava, mas agora deverá ser bem descartável...inerte, impassível, mas ainda linda e amável;
Breve estampido não se ouve da serra, distante demais para algo ser ouvido...serra, onde com um breve disparo se encerra;
És agora obra eternizada para meu nome glorificar, para sempre junta a mim estar...para ser admirada por uma encantada platéia...
És agora memória, és nada além de história...desceste pálida em uma morada rasa no alto daquela serra...onde tudo para mim começa, e tudo para ti se encerra;
Hora de minha glória e fama...pena que para isso tenha custado agora serdes alimento para a linda flor, para a verde grama que sobre ti, se esparrama;
És esquecida, como esquecida é aquela serra, és nada além de imagem inerte diante de mim...perfeita;
Teu corpo, nobre adubo que se mistura à relva..
Próxima parada...busca por minha nova namorada, para minha coleção ideal. 




 

sexta-feira

Amanhã, não se sabe.



Melhor dizer agora...agora pode ser o momento, para coisas repentinas relevantes ao menos para si, não se pede um tempo;
Se perde um tempo, quando se pensa na opinião alheia, quando se pensa que toda projeção em espelho que sejam olhos de terceiros, seja feia...que não é sólido ou consiste, para não se converter em areia;
Se, perde tempo pensando sobre aquilo que já foi dito, ou sabiamente escrito...perdeu-se a oportunidade de ter sido singular em teu jeito de dizer, o assunto repetido ou quem sabe, aquilo jamais dito;
Perde-se a chance de fazer de teu jeito, de obedecer aquilo que incorre na mente e pulsa no peito...se perde a chance, de ter deixado tua marca, ter feito do seu jeito;
A chance é agora, pois sobre todas as coisas não saberá sequer a mente mais culta...peça a si mesmo desculpas, por ter perdido a chance de ter feito da forma mais singular e bonita;
Tua voz ontem soava suave, hoje soa genial...seria então, hoje teu momento ideal, pois o amanhã não se sabe, ou poderá soar maldita;
Mais do mesmo, ou novidade...dependerá talvez da compreensão acerca de coisas já ditas;
Dependerá se há necessidade de coisas novas, quando de coisas velhas ainda não se fez compreensão e se façam relevantes para que sejam novamente, de forma diferente repetidas;
Se, reitero, como tudo há de ser possibilidade em um mundo de incertezas....
Idéias hão de me procurar, para através de minhas mãos, dizer aquilo que para mim mesmo será surpresa...a não sabida mensagem;
Amanhã terá como resposta nesta suposta mensagem, um diferente ponto de vista...uma distinta imagem;
Amanhã terá...ou não;
Amanhã se nada houver a ser dito, há silêncio como opção.













Eu, e o palhaço.

Eu, e o palhaço pensamos por um segundo como se pensa sem querem junto...pensamos em concordância;
Eu...pensei que seria interessante soar sério, me fazer claramente expresso...mas, o palhaço, preferiu figuras e gracejos nas entrelinhas dos versos, discordância;
Concomitância...dois seres ou mais, não se saberá exatamente quando soa idiota, ou há de soar audaz...capaz;
Transpor limites, romper com paradigmas...ser em palavras translúcido, ou ser opacidade que se faça sentidos diversificados, enigma;
Ser um paradoxo, porém nunca com a pretensão audaciosa de ser quiçá, um novo paradigma;
Eu pensei sereno em sobriedade, o palhaço prevalece embora ébrio, se fazendo prevalência ao roubar uma vez mais a cena para fazer sorrir, ou expressar sagacidade;
Eu não sei quem sou, se cara limpa ou pintada em verdade, é minha real razão de ser...se há razão para ser, ou se oculto algo em mim que se chame por identidade;
Sou diverso, mas sou um...divertido ou sério, porém somente na multidão, mais um;
Eu...e o palhaço, temos assim, este estranho laço,  ora de simbiose, ora prejudicial que me leva a flertar com a loucura, esquecendo-me do singular cigarro, desejando tragar todo o maço;
Uma idéia surge..é expressão de estupidez, eu passo;
Outra idéia aparece...não se sabe se a idéia que a mim ou ao palhaço...
Com carinho, esta idéia abraço...ou, enfurecido o papel amasso;
Papel....eu, palhaço;
Não se sabe se o papel quer a mim, ou se no papel seja eternizada a vil condição de um pretenso escritor, que tenha feito somente papel de palhaço. 



Diana, meu amor.




Acordar nesta cama, hoje cheia de solidão;
Fitando aquele velho frasco com saudades de quando eu usava e você me consumia, éramos um somente fazendo crescer aquela paixão;
Lembro-me de te desejar, em minha mente se fazendo diante de meus olhos...aos poucos insana obsessão;
Primeira dose de você, sendo preso em sua teia...pulsava agora mais forte o coração;
Insônia em noites quente contigo, era agora mais que seu amigo...Diana, fizeste em mim loucura, recrudescência e corria agora em minhas veias...vasodilatação;
Lembro-me de força que me deste, mulher forte que trouxera a este tolo, foco e determinação;
De repente...não resta nada de ti a não ser triste memórias, sinto ausência...insana forma de saudades, especialmente nos momentos em que comigo, fazia suportar intensa pressão;
Era mulher forte...peço-lhe agora para retornar...
Caso não sejam ouvidas minhas súplicas, proponho-me então como prova de meu amor, este inevitável e incontido ímpeto de mutilar;
Por ti, perdi braços...não sendo bastante, não obstante meu desejo de te abraçar...lembrei que membros inferiores, também havia para se mutilar;
Pernas...perdi também, tudo por amor, tudo por ter somente de ti agora uma memória, por ter partido sorrateira em meio à noite e ter feito escrito apenas um intenso capítulo em minha história...
Vem crescer junto comigo, sozinho assim...não sei mais se consigo;
Vivo de nostalgia, lembrando nossos dias de glória...
Diana, volvei...já não tenho nada mais a perder;
Querida Diana...ainda que mutilado, contigo ganho novamente braços e pernas fortes, para contigo me envolver, e jamais Diana...jamais novamente, vê-la partir para longe, sem nada poder fazer.

P.S: Miss you, Diana. 



VOLTA PRA MIM DIANA...CANSEI DE WHEY BARATO, E DE COMER TANTA BANANA! RSRSRSRS


Apre(en)der.

Cidadão não é bandido, que ao cercear seu livre arbítrio, se prenda;
Palavras serão simples palavras, usá-las com sabedoria não há escola que não seja vida, onde se aprenda;
Poesia não será ciência exata, coisas que a ciência explique ou compreenda;
Não será crime o exercício de sua inata habilidade, porém não espere que o boçal não sinta inveja, ou como soberba audaciosa sua...não entenda;
Pena é pensar que toda mente outrora sonhadora ou corpo, outrora imaculado...hoje, tenha preço e se venda;
Trabalho não é sonho, sonho não é trabalhar...mas, dá trabalho sonhar em meio a pessoas de alma tão pequena;
Discutem por uma vida alheia...dois lados distintos;
Há de gritar em pedido de socorro ou surto psicótico esta vida, cansada de calar ao afirmar eu existo e não mais consinto!
Aprender a amar é possível, aprender a odiar...com o tempo, se torna fácil, apesar de soar horrível;
Aprender a repreender aos outros será fácil, repreender a si mesmo...jamais, é tarefa difícil;
Pedir por aquilo que não sou ensinar, cobrar resultados de uma vida com a qual não soube colaborar;
Pedir pelo perdão que não soube dar, apreender vidas, fingindo ser amar...será ato inominável que transcende terrível;
Desfaz-se tua maquiagem e revela-se falha de caráter que se ocultava por trás da máscara social que usar, tanto lhe era aprazível;
Aprendi a silenciar e evitar...aprendi por si somente o que é bom ou mal, logo...afasta-te de mim, ser desprezível.



 

quinta-feira

Manhas, na cama. *Obs. 18+ (menores, não leiam)

No campo se ganha, se mata...se marca, como na cama em chamas, se arranha;
Te ganho na manha, te faço amante, amor...ou peixe que na água doce se banha...satisfação para ti eu sou;
Te dou condição, o quadrado ajeito e com todo jeitinho...para ti esférico eu passo, na cara do gol;
Prenda respiração, sinta todo fulgor que queima...toda pressão intensa, forma mais profana e insana deste louco ninfômano que em ti, se amarrou;
Me perco em suas curvas, és fera que me enlouquece e faz esquecer a caneta e a esfera...personificação de pecado inocente, devora-me em teu calor;
Mata-me em tua lascívia, prendo-te minha fêmea feroz...com minhas garras e minha malícia...
Sou teu homem, que objeto para teu deleite se disponha a ser desde a primeira vez que meus olhos, tuas formas avistou;
Confesso...não presto;
Jamais foi teu olhar...seu carinho, pois não se nota em ti, esta presença de carência em ti que denota procura por amor;
Teus quadris, o movimento que se desenha no movimento de tuas cativantes formas, foi o que me cativou;
Prazer, sou aquele que veio para contigo morrer...chame isso de pecado, chame isso de loucura que não tenha pudores nesta cama onde corpos se espalham e presa, ou caçador, agora para ti sou;
Somos somente um neste momento...se for para assim morrer, que seja na intensidade de um orgasmo do fogo deste momento, que permanecerá neste lugar eterno tal qual o calor do inferno que nesta cama, em morte no prazer de dois, se consumou;
Porém, que em concomitância venhamos a morrer, sem saber quem foi o primeiro que gozou...
Que eu parta assim contigo feliz, com a ilusão de que isso se chama de amor.



Própria sombra.




Não sou maior que o céu, mas não será proibido com alturas estratosféricas em noites de paz ou devaneios, sonhar;
Não sou a voz do momento, sou areia...mero componente solto ao vento...
Contudo, espero que seja boa semente minha palavra escrita para em solo fértil, frutificar;
Sou indivíduo, jamais elemento...elemento será água, será fogo e o próprio vento;
Sujeito ao tempo, transgressor consciente, jamais meliante inconsequente;
Envaidecido, furtando furtivo cargas maiores para suportar, coisas que não aguento;
De restos diariamente me faço, com o que de mim resta diferença tento fazer e me dou a contento;
Restos...com o que resta, ainda será necessário separar o que não presta para que seja boa companhia ou meu alimento;
Posso ser quase um nada, mas um nada relevante o suficiente que cause curiosidade de quem queira dar uma espiada;
Posso não ser tudo...mas, tudo não tenho pretensão de ser;
Tudo há de ser demais, e somente a divindade suprema que de tudo sabe, tudo suporta ou tudo há de merecer;
Sou aquele que conhece luz e trevas, sou aquele que faz de caso pensado seu próprio dissabor para experimentar um pouco da dor e depois faz versos ou disserta;;
Já fui vice, às vezes sou versa...sou aquele que com palavras gosta de fazer brincadeiras e com sintaxe sente-se à vontade até mesmo, quando desvia do foco e tergiversa;
Sou homem, sou menino...porém jamais moleque;
Não terás de mim aquilo que não mereça, reitero que sou mero reflexo daquilo que em mim se projeta...sou o CARA QUE ESCREVE;
Por fim, afirmo que não faço afirmações sob escombros de minhas verdades inabaláveis, sou singular o suficiente, mau exemplo ao menos, para não ser ou ter cópia;
Eu não vivo sob a sombra de alguém...somente não quero ser ninguém, incapaz de produzir minha sombra própria.



Você está aqui...nada a temer. (TITANIC)




Um coração continua...uma vida não se perdeu, mas é o meu que ainda pulsa;
Coração...continua, remanescente é tua imagem, eterna e intensa foi nossa história em uma breve viagem...em meu coração, o teu ainda pulsa;
Permaneço aqui sentada, lembrando-me da confiança de desafiar contigo o medo como se, em um abrir de braços, ganhasse asas...porém, se deveras ganhasse, voaria contigo para bem longe;
Não sei ao certo onde estás agora, sei que todos os dias desejo um bom dia nesta velha cadeira...como se servisse café para dois, porém apenas um envelhece;
És agora espectro de eterna juventude, teu sorriso sorri da mesma forma de nossos dias juvenis...paixão, romance que se vive ainda que por uma noite e por uma vida não se esquece;
O frio pode levar coisas, mas corações pulsando juntos, continuam...e daquele fogo eterno que há tanto tempo se acendeu, o mesmo calor ainda aquece;
Um coração continua, teu retrato...tua imagem, inocência de menino que em minha pele hoje com as marcas do tempo, se fez tatuagem, para sempre assim permanece;
Mãos juntas em um último segundo...escolheste por minha vida, esquecendo-se ao sorrir da tua própria;
Daquela imagem fiz retrato de dor, mas sobretudo de amor...incondicional que traz sentido e sentimento a estes versos que narram nossa breve e paradoxalmente...longa história;
Jack...perto ou longe, não sei onde se esconde...
Dos demais talvez, pois corações continuam a pulsar e o meu...por nós ainda pulsa, na esperança de servir este café e voar contigo para a eternidade;
Onde permaneceremos juntos para sempre...onde águas não separam vidas, e haja somente repetição da mesma cena de nosso lindo filme, sem arranhões de um destino que não saiba o que seja piedade.

Por: Sua eterna...Rose.









Entre flores e feras.


Entre tu e aquilo que traz que é dor, prefiro lembrar-me da flor;
Entre a beleza diante de meus olhos, ou a tristeza que me conduzia ao degradante torpor, hei de versar...embora com pouca propriedade, sobre amor;
Porém, não sou tu que se apropria de coisas para sentir segurança da afirmativa tola de ser sobre coisas, tão proprietário;
Se esquece que é perecível e fugaz....não nos pertence o próprio corpo, meu caro e estimado otário;
Vou-me embora, vida me chama lá fora...não sou prisioneiro da prisão que para mim, com carinho edificou;
Tua lembrança causa repúdio e náuseas...teu espectro infeliz de suposto parâmetro de vida feliz, para ti somente restou;
Com aquilo que não presta, mas também será trazido pelo mesmo vento que traga tesouros...pelos meus olhos agora atentos, já passou;
Fique onde está, petrifique por tua condição...porém, não desejo como a mim desejara, que padeça;
Desejo-lhe simplesmente saúde, ao algoz a sabedoria deseja longa vida para testemunhar vida intensa de quem faça diferença...de quem ouse sonhar e tenha distinta atitude;
Por fim, reitero que um abraço de ti já não mais espero, por ti sequer terei com esta pretensa forma de estranha poesia, que proposição de falar sobre flores no princípio fazia, algum esmero;
Por fim...digo-lhe somente, que aquilo que restou, seja simplesmente fruto do que afirma em devaneios de loucura, deveria restar para sempre;
Nada entre nós jamais houvera...saio agora, pois a fina flor lá fora me espera;
Fique para trás com a poeira, estimada fera...fique com os teus, pois não lhe pertenço e jamais lhe pertencera...
Sou cidadão do mundo, e um mundo que deseja por mim ser descoberto e me abraçou quando me feria, adiante também me espera.