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domingo

Quando for verdade.









No dia em que, definitivamente, todo gesto de gentileza for entendido como fraqueza;
Quando da rosa se note somente o perigo do espinho, e não se veja senão para cobiça, toda forma de beleza;
Quando o circo, por definitivo partir, e restar apenas sobriedade que se pareça com seriedade e tristeza;
Quando o palhaço não mais fazer sorrir, por ocultar detrás de sua maquiagem somente mágoas...e em prantos irromper por ser preterido por toda sorte de falsa realeza;
Quando o vil metal ser a peça essencial, capaz de tornar tudo o que podia ser especial em algo banal...quando transformar todo ser em "esteja", quando apagar da Terra, todo brilho natural do talento de uma verdadeira estrela; 
Quando olhos vívidos fizerem opção por opacidade, quando a última luz se apagar nesta lúgubre cidade;
Quando seja padronizado, tudo o que for sinônimo de qualidade...quando não houver distinção entre compaixão e piedade;
Quando não mais houver motivos para existir, mas somente subsistir...quando em um longínquo trem de eterna saudades, ser vista pela última vez embarcar aquilo que se chame por felicidade...
Que o os dias se façam cinzas de vez, que vença e venha imperar toda maldade;
Só espero estar distante daqui quando tudo isso realmente, na fogueira das vaidades e humanas ambições se consumir...quando tudo isso, ser não somente parcial, mas completa expressão de insanidade;
E se este dia já é a realidade, por favor me deixem dormir...deixem-me sonhar em paz em minha utopia ou permanecer feliz em minha peculiar insanidade.


Doutrinados.

Disseram-lhe que era bonito, porém é somente distinta forma, estranha de beleza...espelho!
Disseram-lhe que sonhar é para todos, que cores e bandeiras terão seus significados e poderão ser escolhidas, mas impera o vermelho;
Disseram-lhe que era doce o vinho, contudo nada lhe informaram sobre ressaca;
Disseram que era cristal tudo o que fosse valioso...porém, nada lhe disseram sobre vício que ao diabo vende a alma e aos poucos, mata;
Disseram que todos terão oportunidade, mas há vaga somente para um brilhar...realidade;
Disseram que o bem sempre vence, que mentira não convence...resolvi então, pedir para toda voz silenciar;
Faça do seu jeito em um mundo que não tem jeito, faça o teu errado...quando seu coração, lhe der a certeza que é válido ou é direito;
Direito é falar, desde seja breve e estúpido para ser compreendido e aplaudido;
Direito é protestar...desde que não seja por demais contundente para não ser preso e agredido;
Direito...é versar, mas que seus versos sejam constatações óbvias sobre o mundo animal no qual não escolhera ter sido concebido;
Aos entusiastas tão sensoriais de todo torpor desta passagem tão efêmera, digo que aprendam ao escrever o que seja realmente poesia;
A quem acreditar que eu esteja errado, aprendam o que seja ao menos originalidade....e abandonem  possessividade por frases feitas, contentando-se a viver somente a vida em fantasia.




Afáveis víboras.




Por vezes, sente-se falta daquilo que não mais deveria fazer falta...sente-se necessidade de solidão e asfalto;
Por vezes, sorrir não é solução, mas monotonia...poetas verdadeiros detestam a luz solar e são eternos enamorados de melancolia;
De próprio infortúnio faz sua ignóbil arte e para fazer sentido em letras, flerta com a morte e desgraça seu próprio dia;
Ele não sorri, mas dirá sorria...ele odeia seu próprio existir, mas talvez lhe deseje um sincero bom dia;
Contradição, falha da natureza tão perfeita;
Sua vida se assemelha à maldição, mas tua verdade jamais se faz em uma frase feita;
Um dia a menos para viver...alegria;
Um dia a mais para suportar...quem sabe, outra poesia?
Raiou o sol, a vida chama...porém, aprendi a ignorar o chamado para a estupidez e hipocrisia que desperta com a esfera em chamas;
Não acenda a luz, detesto espelho...pela escuridão hei de preferir esperar por mais algumas inúteis horas...
Pela brisa mórbida e ar pesado que preencham meus pulmões, ou por algum veneno barato para que se  possa transcender dos boçais, efusivas formas de estúpida emoção;
Ainda abrem estes distintos olhos, ainda bate este infeliz coração;
De desgraças vivo por um motivo, em desgraça...encontro para fazer na escrita, algum ímpar sentido;
Um poeta assim será mais autêntico e pouco popular...um poeta assim, será lembrado após sua tão esperada morte;
Quando o destino, com sua sabedoria, fechar os olhos daquele que parece ter nascido para, em um mundo de medíocres, ter aprendido sozinho o que fosse detestar sua própria sorte.





sábado

Tomando dores.



Com licença senhor, vosso fardo pesa demais para suportar?
Ouso então lhe dizer, que suas dores ainda que sem teu consentimento, irei tomar;
Uma dose a mais, uma dose a menos...jamais saberei se há de fato dose letal;
Tomar dores alheias quiçá, seja minha missão...contudo, não é algo fácil ou sequer legal;
Uma dose a mais de sua desconfiança, eu titubeio, porém não caio;
Uma dose a mais de seu vício...meu corpo há de suportar para que em ti, haja algum alívio;
Não sei ao certo quem sou, e sinceramente desisto de tentativas frustradas de descobrir;
Respostas serão dadas em seu tempo certo, logo disponho-me a sofrer com o pouco de maturidade adquirida...pois, dor me fortaleço e se outrora chorei, hoje por elas hei de sorrir;
Tomar dores também não se parece algo correto, pois se levo para mim uma oportunidade de cair...tiro de meu semelhante, a oportunidade de evoluir;
Não sei ao certo se serão apenas devaneios, não sei ao certo se sou fins ou se sou meios;
Sei que sou somente alguém com a íris dos olhos distintamente cinza, paradoxalmente triste e  raramente com alguma fagulha de alegria...
Sei somente, que sou alguém que você não espera, que da caneta para a obra prima...não sou peça imprescindível como a esfera;
Sei que nada sou, mas tudo posso em um momento oportuno ser...
Sei que em nada me disponho a me converter, para que ao menos, possa contemplar com olhos de satisfação seu agora...mais leve ato de viver.

Ouro de tolo



Acometido sem explicações pelo mesmo mal a lhe atormentar, sentindo a velha dor que há tempos se dispõe a lhe machucar;
No horizonte este nada, assim como multidões...no horizonte aparentes soluções que se elevam como pontilhões;
Mal a lhe atormentar, a lhe afanar o pouco que possui e tenciona uma vez mais por piedade...fazer teus joelhos, dobrar;
Sinto muito, entretanto, mas desta vez sinto a maldade e aceito esta estranha sina  que não será maldição, simplesmente estranha forma de encanto;
Se hoje me encontro aqui novamente...devem existir razões além da vil compreensão para que esteja novamente confinado neste solitário e silencioso canto;
Acometido sem explicações...todavia, uma vez mais, não passam de idéias tolas pensar em soluções sobre pontilhões;
A velha armadilha, uma vez mais ataca sorrateira e pela retaguarda a horda...a infernal matilha;
Deverá haver solução para respirar, quero simplesmente de volta meu ar...escotilha;
O ouro branco, ouro de tolo...aquele que acelera o coração, despersonaliza um cidadão e destrói toda mísera humana condição;
O ouro verdadeiro, aquele que é consumido em busca do ouro falso em sua totalidade, por inteiro;
Como me faz falta viver novamente como aquele jovem careta e inocente...como me fez falta, não ouvir meu próprio coração quando podia optar por segurança, mas brinquei com inofensiva maldição;
A vida não é necessariamente um paraíso, embora também não necessite ser completamente vivida de lamentações como se por praga que se roga;
A vida é feita para ser vivida intensamente e naturalmente...caro amigo, cara amiga:
FIQUEM LONGE DE DROGAS! 




Velha rua e lua escura.


Velha rua, parco e frio iluminar de lua tão escura;
Vagando pelo velho caminho maldito, uma vez mais transparece a detestada verdade nua e crua;
Na carne a dor, no coração a adrenalina quase fatal...
No olhar alheio o desdém com o qual já se acostumara, em outros olhares velha indiferença que seus  passos incertos rumo ao abismo, não servirá de propulsora, ou pára;
Na alma o vazio, olhos que tentar chorar ou sentir algo em vão, enquanto a lúgubre atmosfera fria com o velho veneno mortal, suas células mata;
Na mente nada passa que não seja uma aprazível idéia de uma bala;
No corpo sente-se todo o torpor, aquele precursor de toda dor que um corpo destrói, a dignidade rouba e toda felicidade, sorrateiramente mata;
Velha rua, fitando no céu somente como triste testemunha, esta lua tão escura;
Ontem, havia conforto, havia paredes e havia sonhos;
Hoje...há maldição, maledicências omitidas em palavras, há funesto silêncio que há de doer mais que todo insano pesadelo assim tão enfadonho;
Velha rua, sigo em meu incerto caminhar;
Hoje convalescente novamente, com um estranho sorriso já ausente de alma em meu olhar;
Quando já se faz por demais surrada a carne e dilacerada a alma...já não há mais nada em um homem, para se roubar;
Até um dia desses meu sonho, até breve...velha maldição;
Viver assim é mais triste que esperar eternamente por agradável primavera, sofrendo no frio impiedoso de um inverno perene ou infernal verão.


sexta-feira

Um justo julgamento.

 





Um último lance, uma derradeira chance ou mesmo, alguma sorte de principiante;
Chance de viver vida intensa, embora curta...chance talvez, de curtir um romance; 
Na bola não há um nome ou sobrenome, contudo alguns se parecem sempre com a bola da vez;
No jogo a questão é espaço e competência, mas nada há de justificar tua mesquinha insensatez;
Prêmio em forma de ouro, colheste para si os louros...gozaste de boa fama por aquilo que jamais fez;
Hoje incauto, estimado canalha...caminhas no fio da navalha e redenção, ainda que seja justiça feita pela própria mão...
É o pensamento que me satisfaz e desenha este sorriso maldito em minha tez;
Tudo deveria ter sua hora, mas sua hora sempre parecia ser agora...e agora, longe dos olhos da platéia e diante dos olhos deste insano, chegou tua vez;
Me deste tudo aquilo que já tinha por necessário, ser ordinário...me deste por te conhecer, tamanho desprazer;
Me roubaste aquilo que não tinha, um pouco mais de inferno no inverno de uma vida que já padecia...me deste, tudo aquilo que não merecia;
Era então momento singular, momento único em um céu tão imenso, quando vi quando ainda tinha lágrimas para chorar...aquela estrela tão minha, a brilhar;
Tomaste então minha frente, agiste como o vil delinquente...meu único desejo, tomara para ti quando tanto já tinhas em uma vida de fartura, para desfrutar;
Tomaste aquilo que não devia, cruzaste a tênue linha, levaste minha vida;
Hoje então, estás sentado onde há tempos deveria, diante deste cadáver esquálido pela vida esquecido, mas nomeado juiz e executor para lhe julgar;
Cansado de estúpida sobrevida com a qual me presenteara, cansado da opacidade de meu olhar que costumava no passado brilhar tal qual àquela estrela rara;
Cansado...de semelhante ultraje, simplesmente desejo em teus olhos de medo diante dos meus assim tão indiferentes...desta última imagem pintar retrato para me deliciar;
Era momento assim tão raro, meu caro...momento que se desenhava de forma única para mim, e agora só me restou  a pena;
Era momento tão meu, e nós sabíamos...mas, tu como sempre, roubaste para si a cena.
 


 

Sonhando por mim.


Um olhar de piedade, pensa ter ganho algo além de compaixão do coração ausente seu;
Um olhar carente, sonha e faz planos...rouba vida, sufoca em sua estranha importância, tudo aquilo que por direito, deveria ser somente seu;
Olhar perdido, com objetivos certos...olhar incerto, que parte de alguém com fé religiosa em inteligência emocional, alguém que acredite ser esperto;
Um não, facilmente então se converte em sim...já lhe cedi um pouco de meu ar que falta para respirar em meu adoecido pulmão, seria-lhe interessante talvez agora...um rim?
Não sei o que deseja, não sei ao certo o que espera para si ou espera ao olhar e fazer projeção de sonhos sobre mim;
Minha vida não é filme interessante, não vibra sequer em sonoridade distinta para ser lembra quando definitivamente extinta, mas meu vazio olhar...ainda parece cativante;
Há algo em mim que falta em ti, então vejo-me às voltas com esta questão quase que afirmativa que me consome como dor que não se vai, maldição lacerante;
Te vejo uma vez mais feliz, acredita então em meu olhar e segue sorridente adiante;
Lembra-te somente, que presente poderá ser somente aparência...poderá ser prenúncio de suas piores lágrimas;
Por recusar-se a crer que tudo o que fora no passado, não seja nada além agora de um livro de memórias desinteressantes em sua estante;
Siga sorridente adiante, faça planos por que não se esquece de lembrar e por aquele que não deixa de lembrar de te esquecer, ser andante;
Siga adiante, com a certeza incerta daquilo que não se desfaça ao soprar o vento ou se liquefaça por entre dedos em um instante;
Creia na solidez, quando não há nada além de insensatez e fragilidade;
Creia nesta forma de coexistir tão desagradável e degradante, que se faça maquiagem tão pobre para ocultar tudo o que não seja há tempos, sequer resquícios de alguma felicidade.




quinta-feira

Um assalto na madrugada.



Não era véu que ocultava belezas, sequer sei se era véu a veste maldita que vestia;
Não sei se era anjo caído ou serpente maldita, somente sei que com seu toque de escuridão...de minha visão, nada mais então se via;
A verdade parecia algo proibido, distorcido...algo incômodo que meus sentidos, que já não mais faziam sentido, compreendiam;
A mentira era doce e encantadora forma ilusória de ira, que diante de meus olhos...tal qual minha fé, se esgotava e com a venda de minha própria alma, um pouco mais se servia;
Noite que não se passava, iminência de uma maldição tão distinta em um idêntico e vindouro raiar de dia;
Naquele peito, algo fora roubado...após aquela maldita madrugada, nada mais ali batia;
Do olho que chorava, lágrimas para sempre se secaram e com a toalha do vencedor pecado...por inteiro, um ser sólido se liquefazia;
Do homem sóbrio, de todo um legado que até então se fazia ilusório encanto sobre uma possível vida...aos poucos, tudo para sempre naquele dia, morria;
Noite de agonia, noite acompanhado e sozinha...noite tão minha;
Perdi para sempre para promessas de um céu nesta Terra, perdi talvez em decorrência de toda crença, que em meu âmago há tempos já não mais se via;
Era pouco ou quase nada, era quase meu tudo aquilo que ela levou e até mesmo as vestes que vestia;
Era minha aquela vida, era meu aquele parco...pouco iluminado sorriso...
Era minha a capacidade de sonhar e não ceder à vontade de em um monstro me converter, que aquela maldita em minha solidão acompanhada, levou sorrateiramente aquele dia;
Se encontrarem não me devolvam...não caibo mais na roupa que vestia e a face desmazelada que em recuso a fitar no espelho, sequer sei se um dia foi verdadeiramente minha.


 



sábado

Ódio, tão meu...


















Se ódio fosse combustível para que em algo bom se fizesse conversão, talvez não estivesse aqui sofrendo solitário tergiversando sobre minha própria solidão;
Se ódio...não fosse deste liquefazer em salgado suor a razão, talvez também não fosse forte assim, talvez estivesse sentado a lamentar minha própria e lastimável sorte e situação;
Ódio, indevido combustível que não somente me tira de todo ócio e faz romper com parâmetros humanos;
Ódio...remorso e pulsar de sangue violento nas veias, que me compele a apagar de vez um passado que deixei escrito como gravura eterna, ainda que na areia;
Ódio, que justifica e será justificado para ir além, quando não se supera a si mesmo...há de se superar e sentir saciedade em sobrepujar ao menos alguém..ódio;
Me faz roçar alturas inimagináveis, faz ir além dos limites e pensar no silêncio que paira absoluto como se enlutado estivesse, por minha própria e amarga derrota...acerca de coisas abomináveis;
Encher mais uma vez o tanque humano que seja coração, com um pouco desta amargo sabor que sirva ao menos como maldita forma de propulsão;
Para que possa sentir novamente o dissabor do inferno, para que ascenda ao céu e retorne uma vez mais sereno e austero...
Ao menos, não se oculta o ódio por trás de um translúcido olhar;
Ao menos...não se oculta nada em mim, que não justifique este ódio sentido, por simplesmente minha própria existência seres semelhantes e tão distintos de mim, tentarem aniquilar;
Ódio...faça-me uma vez mais forte, porém um pouco sóbrio e sereno para que então possa meu oponente superar;
Ódio...não faça em meu coração eterna moradia, pois vil sentimento assim...meu coração não há de suportar;
Ódio, como é doce por um dia te sentir, como é doce a mim mesmo odiar...como é bom  por sua causa ser forte novamente, para que outros possam novamente me odiar;
Ódio...eterno algoz que tanto flerta com meu não correspondido amor, venha uma vez mais para minhas próprias questões, da minha tão peculiar forma eu poder superar.




sexta-feira

Belezas e maldições.





Não sei se assim o fiz, ou se assim fizeram por mim;
Belezas jamais por sua natureza serão malditas, mas amaldiçoadas serão se um vil coração possessivo. a desejar assim;
Jamais então, saberei ao certo...se o errado que em palavras condenava, desejaram por mim;
Desejei o bem alheio, fui estranha espécie de anjo errante que  humanos guardava desapercebido, oculto por uma multidão...sempre segurando vidas em minhas mãos, sempre em um inesperado meio;
Não se sabe agora, se aqui dentro ou lá fora, quem eu guardava com minhas invisíveis asas...agora de mim, ri ou chora;
Não se saberá ao certo se alguém que despretensiosamente protegeu, contigo realmente em tua desgraça padeceu...
Ou, tão somente,  para servir como testemunha ocular de tua desgraça desejada, ali compareceu;
A voz tão pouco autoritária de sobriedade que aconselhava, vitimada por ultrajante torpor emudeceu;
A pele tão juvenil e imaculada, de distinta beleza...por inesperado e solitário sofrimento, envelheceu;
O desejo de juntamente ao sol no horizonte despontar, subitamente entardeceu;
A voz que era vida e a mão que era proteção,  pela maldição pereceram...vida já não mais traz e a flor que hoje tocou, também consigo morreu;
Quis desejar o bem como o bem deveria ser, quis desejar o melhor...ainda que o melhor, este alguém não viesse a merecer;
Hoje, sou a idéia que se apagou, o tempo pretérito que se passou e ninguém notou...alguém, que por vida lutou, porém à morte alguém desejou;
Lembra-te então que podes ostentar por um dia, um rosto em lágrimas que intentas em acalmar no seio teu...
Lembra-te que trarás calma, porém quando o desespero desejado a ti chegar...será somente problema teu.
Não se sabe, no silêncio de um pensamento impassível que se faça agora;
Se é contigo a fera ou o amigo, se ri de tua desgraça desejada seu tão afável inimigo...ou, se é real e raro amigo que ao teu lado permanece e ao contemplar seu desespero, é olhar que por ti chora.