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quarta-feira

Versos aos pássaros.







Iludido...pelas próprias convicções tão estúpidas de que exposição de idéias fosse arte, traído;
Perdido, entre o real e o ideal...recusar a o fato de ser um nada, mas um nada que por muitos seja lido;
Pensei ser algo relevante por um segundo, vi novamente meu rosto limpo...pintado de palhaço por mérito talvez, no posterior minuto;
Recusar e recuar, rejeição para toda forma de introspecção ou empatia;
Rejeição pelo real e pelo abstrato...rejeitar o falso apreço alheio travestido de simpatia;
Aos pássaros pareço falar, pois então que aos pássaros sejam escritas as coisas mais belas;
Pois, sobre sementes os pássaros saberão o que fazer...há de valer por cada frustração, por cada dissabor uma flor que seja oriunda de palavras que floresça e seja distinta beleza que se pinte em tela;
Antes não fosse assim, antes deixasse todo legado de versos inúteis aos porcos;
Antes assim fosse, pois já se faz cansaço em meu corpo implorar por atenção de alienados ou tentar ressuscitar, sem sucesso, os mortos;
Iludido talvez, mas orgulhoso por ser distinto em minha incursão e pretensão de propor arte em palavras;
Palavras serão apenas palavras, mas, ao menos, caminho sobre estrelas ainda que por segundos;
Sem me preocupar com coisas terrenas e frias, vivendo no calor e intensidade de minhas futilidades tão aprazíveis, ainda que abstratas.







Um comentário:

  1. Falar com a porta, argumentar com pessoas mortas....
    Será bem melhor que escrever ou dizer coisas a alienados por escolha, será bem melhor que perder tempo com idiotas!

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