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domingo

Entre pólos, busco meu lugar.





Renegar o meu próprio e oculto mal, abnegação constante para ser um pouco mais igual;
Ser igual quando do berço...já se notava um ser distinto, ser vinho licoroso quando nascera para ser um doce amargo, vinho tinto;
Não importam minhas questões, jamais importa o que realmente sinto;
Todos imersos em seus próprios e tão pessoais assuntos, todos predispostos a julgar faces e anular uma existência, com requintes de crueldades de quem condena em conjunto;
Aparência há de denotar eficiência...bem como, a mesma, há de pressupor uma notória deficiência;
Não tenho culpa, acredito...se por um momento sou todo crença, e logo após desacredito;
Não hei de, para sempre me odiar, por em um segundo de inspiração descobrir o que seja amar...e, logo após, me ver às voltas com toda a frieza que há de ter o granito;
Acerto e erro...finjo que nada sinto, quando longe do alcance de minhas mãos estaria tudo o que mais quero;
Finjo que nada sinto para aos demais não ferir...engolindo meu próprio orgulho, mastigado diariamente gosto ruim de sangue de um mero subsistir;
Pessoas vejo pela minha frente, alguém desabilitado por algum motivo que clama por ser doente;
Prazer...também assim sou, e minha maior questão não é visível aos olhos, todavia é tormento infernal que se faz em minha estúpida mente;
Entre pólos oscilando...entre pólos constantemente buscando com o que tenho estar feliz, com o que não tenho me esquecer e não mais sonhar;
Entre pólos...contrariando toda física que diz ser impossível em mais de um lugar estar;
Teletransporte indesejável, forma de existir tão detestável...ser humano doente, mas doente não aparente onde há de se ter compaixão, quiçá somente de aparências...ser abominável;
Me solidifico, me liquefaço...me perguntam, por qual motivo assim o faço;
Não sei ao certo dizer, não saberei ao certo sequer explicar meus próprios desígnios tão incertos, enquanto perdure meu estranho viver;
Não saberei ao certo dizer, mas fique tranquilo senhora ou senhor...este mal, está apenas em um ser por aí a acometer;
Não é dor que doa em ti, logo não será algo para lhe comover;
Peço somente que guarde seu julgamento para ti, peço apenas que em paz com minha doença me deixe viver....
Deixe-me oscilar entre pólos...pois, acredite, não foi assim, que pedi para nascer.




Um comentário:

  1. Dedicado a todos irmãos ou irmãs que sofrem deste terrível mal chamado transtorno de personalidade.
    Dedicado...a todos infelizes que insistam em nos julgar por aparências, e nos condenam prontamente sem sequer um pingo de piedade.

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