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sexta-feira

Medo do escuro. (post mortem)





Quando meu olhos pare sempre se cerrarem...quando ainda o dia mais claro, para mim se fizer escuridão;
Não me deitem em qualquer lugar...prefiro o retorno às cinzas, ao descer à terra em um caixão;
Estou acostumado com algum conforto, e repouso para mim é colchão;
Tenho medo do escuro, nojo dos seres que nela habitam...assim, como o temor que tenho dos vermes em vida, em meio á multidão;
Quando se fizer para mim definitivo pôr-do-Sol, não ponham-me sob os esquecimento de uma fria lápide para um solitário ostracismo de lenta decomposição...eu apenas comigo, totalmente só;
Jamais tive medo de alguma solidão em vida, porém em misturar-me àquilo que seja terra ou ser para insetos somente um banquete, me causa pavor e no peito um estranho nó;
Pode se parecer com besteira, que besteira seja...
Pode se parecer com infantilidade e tolice, mas ainda que em meio às dificuldades...hei de adorar e me recordar de todos os dias em que meus olhos se abrissem;
Se há vida além, não sei...se sou energia que se transforma, em pó por capricho...prefiro me converter;
Se há vida aqui desconheço, mas sei muito sobre sobreviver;
Sei somente que temo a escuridão eterna e os mistérios que a sucedem, sei somente...que tenho medo de morrer, ou de persistir neste estranho modo de viver!







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