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sábado

Mão que afaga, mão de adaga.




 
Tínhamos tudo em mãos, tínhamos...quando o mundo se fazia ausente, a singular mão que afaga;
Tínhamos tudo sob controle...porém, tudo o que desde os primórdios desejara, fora justamente este detestável controle;
Tínhamos algo, mas este algo jamais se parecera ser suficiente...se fosse. em acordo com vossa vontade, seria amizade...
Do contrário, seria sofrimento solitário e de ti, eu me veria assim ausente;
Eu era verso dispensável em sua insensata estrofe, eu assim tão incauta...jamais realizara que não foras digna sequer, de algo que se peça que prove;
Centro, centrífuga...para todo egoísmo tão latente, há de existir uma fuga, ainda que tardia;
A idéia prevalente deveria ser seu plano, mas em teus desígnios, planos para mim não havia;
Inclusão...exclusão, tudo em acordo e precisamente girando conforme conveniência, tudo...haveria de ser, em conformidade com as aparências;
Por que, haveria de ser assim...por que, toda realidade tão aparentemente aprazível vivida, necessariamente deve se assemelhar a sonho ruim?
Acordar, enfim...agora, já não te reconheço, pois amizade jamais existiu sequer como futilidade que fosse meio, ainda que para um estúpido fim;
A mão que afaga, a mão que era eufemismo para a sutileza com a qual se inseria em meu âmago, uma traiçoeira adaga;
A mão que agora não mais vejo...tu passastes, és pretérito preterido pela realidade;
Siga adiante e que os bons ventos, não lhe acompanhem...siga, falsa amiga, rumo ao seu precipício de autopiedade.






2 comentários:

  1. Primeira poesia de minha autoria.
    Por meio de nossas melhores lembranças dos piores momentos, que então viria a descobrir, grata por ser minha inspiração neste momento.

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    1. Bom, eu já esperava que VOCÊ era capaz de escrever e agora, tive de encorajá-la a isto.
      Parabéns minha querida Joice Martins! Me calou neste dia e me deixou sem palavras!

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