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quarta-feira

Lamúrias de um tolo.







O destino ou acaso a um mundo de dores te traz, um mundo que muito lhe dá, mas muito do tudo se converte em nada... e por entre seus dedos se liquefaz;
Um mundo que lhe ensina que competir é importante, mas quer sempre vitória...um mundo, que irá lhe censurar quando fores, ainda que indevidamente, passado para trás;
Mundo de estonteantes cores, inebriantes essências e brisas e torpores...mundo, que não será afável quando do torpor que se faz propaganda, exceder ao consumo, tornar-se ébrio por demais;
Qual seria a medida certa para medidas que se pareçam tão injustas?
Quem haveria de dar voz que venha a privar da liberdade inata alguém, quando tudo não se passa de questões de mera sobrevivência...quando ao seu algoz não declarado, você machuca?
Manda quem pode e deverá obedecer quem tem juízo...afinal, quem manda não é humano e se assemelha a um deus, quiçá enaltecê-lo em louvores também se faça preciso;
Calar-se diante da injustiça, proteger e amar a quem não te protege...chamar a polícia?
Mundo infeliz, sociedade de uma figa...se tivesse ao menos uma escolha permaneceria no plano das idéias e jamais materializaria-me dentro de uma perversa barriga;
Ser grato pelo pão que lhe ofereça seu carrasco, ajoelhar-se e aceitar para matar sua sede...um copo de seu próprio sangue ou do alheio escarro;
Pobres estarão presos, bem-aventurados "abençoados" desfilam sem a tal vergonha na cara, seus luxuosos carros;
Já vi o mundo azul, já acreditei que era verdade...já estive lá onde esteve o astronauta, e acreditei que quem me amasse, assim em verdade jurasse;
Já vi...ascender ao céu tudo aquilo que fosse belo e brilhasse, sem saber entretanto, que o belo em forma de fogo, também viesse a subir para cair e ferir, sem piedade;
Hoje, não é a noite quem teme, mas sim eu mesmo que padeço com aquele fogo que jamais pensei que em minha pele; em forma de ódio insípido, queimasse;
Faça parar todo pensamento, cessar toda poesia...quebrar todo encantamento;
Faça-se noite eterna para todo raiar de dia, faça-se o real frio que ainda na pele não se sinta, mas suas moléculas por pouco não paralisa;
Faça-se a escuridão, faça-se para o justo um justo caixão...faça-se para o desgraçado toda boa fortuna, faça-se para mim...eterna amnésia e ausência de pensamentos perene que me faça para sempre, perecer à sombra do passado.




Um comentário:

  1. "A lua inteira agora é um manto negro...o fim das vozes no meu rádio, são quatro ciclos num escuro deserto do céu..." O astronauta de mármore (Starman) - Nenhum de Nós.
    Auto-explicativo, também há de ser.

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