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segunda-feira

Entre o amor e o opressor.









Cansado de ser entusiasta que propaga aquilo que não sinta, até mesmo coisas sobre amor;
Cansado de ser algo que não seja...ser simplesmente alguém tão ignóbil, ainda que com alguma distinta beleza...em um mar de ignorantes, onde não seja notada sequer a mais fina e rara flor;
Assumo...gostaria eu, de ser por um dia ao menos, o armado opressor;
Nada haveria de se distinguir diante de meus olhos, tudo seria inimigo para ser eliminado e eu, seria uma espécie de satisfeito rolo compressor;
Aos olhos de uma mira atenta, licenciada para procurar por encrenca nada escapa...contra mim, nada poderia, todos temem, nada intenta;
Meus olhos amedrontam, minha presença afugenta...no coldre sempre ostentando com ameaça de morte, respeito, embora em forma de bravata tão asquerosa...nojenta;
No peito...não bateria um coração, mas bateria ou mataria por licenciado ser, aquilo que desarmado esteja, ainda que não representasse perigo ou estivesse completamente passivo, sem reação;
Para isso seria treinado...para combater a civilidade, máquina de matar pronta para combater a civilização;
Não preciso de flores, não preciso de vida...preciso de combate, falta de ação predispõe ao tédio...e isso, ainda mais me irrita;
O que olha senhor, o que olha senhora? Esqueceu quem eu sou....uma autoridade tão austera, arrogante e que para meros mortais como a ti, as regras dita?
Esqueceu quem eu sou....quem sou eu??? Nada além, talvez de uma alma aflita, nada hei de ser sem meus acessórios que respeito por medo impõem...não sou nada, sem a necessidade de uma contenda, uma desnecessária briga;
Retornando de meu delírio, recuperando um pouco de minha estúpida sanidade...recuperando o juízo...
Sou grato por assim ser, não ser juiz ou pseudo autoridade;
Sou grato por ter aprendido compaixão e empatia...por ter músculos fortes que se movam apenas quando haja necessidade;
Sou grato até mesmo pela farsa que sou em letras, pelos sentimentos que finjo sentir e por nada ser, além de alguém que viva em devaneios e nada seja sem estas tão preciosas letras;
Entusiasta de um sentimento que não conheço por completo, chamado de amor...não há necessidade sequer de olhar nos olhos do opressor;
Sem seus acessórios ele não existe...sequer é humano o suficiente que saiba o valor de uma vida, talvez até mesmo de respeito ou admirar as cores em uma flor.





3 comentários:

  1. Não se assuste criança...não se assuste, professor. Talvez, ele fosse apenas um menino que sonhava com justiça e pensa ser o Batman.
    Talvez, ele seja apenas um opressor, por realmente não ter descoberto desde cedo em um mundo tão frio, o que fosse compaixão e amor.

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  2. Perfeito, texto comentário então nem se fale. Crianças não sabem onde pisa, será que o copo de água não é um veneno? Lidar com o mundo na realidade que ele hoje se encontra, pode colocar medo em qualquer um....

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    1. Será que quem deveria proteger, não é na realidade...quem mais você deve temer?
      A resposta? VAI SABER!
      rs

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