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sexta-feira

Desespero afônico.

Sofrendo calado, embora nada por assim sofrer mude...tudo, permaneça parado;
Sofrer sem nada dizer, sem sequer saber se sobre isso, devesse algo escrever;
Mente ausente em devaneios, esqueço-me do ser e de meus próprios anseios;
Olhar perdido, estáticos ou a divagar...olhar onde se perdeu todo brilho que se parecia com vida e parecia faíscar;
Talvez, nunca houve vida...talvez, tudo jamais passara de pretensão ou maldita ilusão;
Talvez....sequer eu esteja ciente sobre ser, esteja às voltas com estar ou perdido como tudo aquilo que fora um dia, ter;
Calado a sofrer, sem lamúrias proferidas em palavras para aos demais não enlouquecer;
Sozinho, a perecer...sem palavras que talvez fossem de socorro, ou simplesmente, um pedido por um golpe de misericórdia do sofrimento me livrasse por este estranho modo de viver;
Comigo conviver, nesta mesma pele suportar e sobreviver;
Se faz inveja em notas daquilo que se encerra, a cada dia esperando por aquele que seja o meu próprio...quando meus olhos não mais possam sobre os outros, invejar ou ler;
Sofrendo calado esperando nesta maldita prevista longevidade, sofrendo enquanto outros adormecem com olhos vermelhos em um espelho de amargura...onde detesto minha própria figura, uma vez mais ver;
Esperando pelo iminente raiar de sol assaz desagradável, esperando por tudo aquilo que esteja aguardando para se fazer redundante e chateação...
Nesta insana loucura de repetição que se faz meu próprio viver; 
Desejando...embora em silêncio, que eu não seja sequer o coautor do crime que tanto tenciono em cometer.



Um comentário:

  1. Deus, tenha misericórdia por aqueles que parecem ser desde a concepção, amaldiçoados.
    Tenha piedade Senhor...daqueles que persistem em seguir, e sofrem com um sorriso sem graça, calados.

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