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sexta-feira

Artistas, em verdade.









Em verdade, seriam artistas aqueles que sejam entretenimento constante, e da mente...em imagem se construa e jamais se esquece;
Deveras, seriam talvez verdadeiros atores...aqueles que estejam em evidência por instantes, todavia serão somente representação em versos ou atos que remetam aos reais inspiradores;
Sobre artistas de fato quiçá, jamais se recorda...por serem irrelevantes ou invisíveis aos olhos que anseiam por efusivos espetáculos daquilo que não se esquece;
Artistas verdadeiros não necessitam de um nome ou sobrenome, embora sejam a razão da existência ou manutenção dos holofotes sobre o ilustre registro que das páginas ou telas, ainda que com o tempo, jamais se consome;
Artista real, a palavra de toda adoração nas vozes que ecoam quando todos se reúnam, mas jamais presente no preciso momento que se precisa...quando todo mundo some;
Verdadeiros atores não serão meros saltimbancos, não possuam talvez rostos estampados em postes parados ou ambulantes alienados... sequer assinatura distinta para que sejam por esta, lembrados;
Artistas reais somente aparecem quando sequer um par de olhos curiosos haja para contemplar seu espetáculo, não se importam com aqueles que dele se esquecem;
Artistas...que aparecem quando coisas acontecem, atores que fazem acontecer enquanto outros sejam enaltecidos e estes, por olhares superficiais logo esquecidos;
Atores não se esquecem...aparecem quando se faça conveniência, urgência e logo, como a bruma que se desfaz, desaparecem;
Permanece então um recado dado, por um mero e vil palhaço que de si mesmo esquece para aos verdadeiros artistas da vida, fazer em versos honrosa menção ou aos céus uma prece;
Recado dado a olhos que talvez leiam, ignorem ou, talvez, logo hão de se esquecer;
Recado dado a todos que orgulham-se por um ilustre nome e por fazer o espetáculo...mas, sequer sabem o nome do verdadeiro artista que à tona lhe trouxe para a luz, um dia ver.








2 comentários:

  1. Obrigado a todos.
    Deste cara que escreve, deste palhaço comum narrador da vida, de forma e de ótica distinta.
    Fernando Ordani, um amigo talvez...ou inimigo, para se lembrar e um nome, a se esquecer.
    Muito grato por nossa viagem. Hoje, termina por tempo indeterminado minha história com a escrita. Hoje...este espaço, fica para sempre aberto a todos vocês.
    Até um dia! Vocês, são os verdadeiros artistas.

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    1. P.S: Aos que me odiaram...podem agora, por favor, irem ao inferno. TODOS!
      Obrigado, pela audiência.

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