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quinta-feira

Vida em paisagens.


 

 Sentado sob o suave rócio, sentado sobre as mãos...sobre verde e salpicada relva selvagem;
No céu, imperava o Sol, compartilhando seu espaço e formando linda paisagem;
Via do alto folhas que teimavam em chegar ao seu destino;
Via o chão, esperando pacientemente pelas folhas que ainda no ar pairavam...
Com a paciência e alegria de quem no céu se encanta com a pipa colorida que sobe, mas sabe que é certo seu retorno para as mãos do inocente menino;
Retomava então minha calma, recuperava um pouco de alma...me livrava de borboletas que não fossem do estômago ou incômodo no intestino;
Sentado sob o rócio, desfrutando de meu estranho ócio que não deveria ser interrupção abrupta para uma vida assaz agitada e efusiva;
Introspecção se fazia então, necessária e da paisagem me sentia resignado componente, para ser lembrado...suficiente;
Mas, não imprescindível para ser peça exclusiva;
Agradecia então, por fazer parte daquele único cenário, por ser algo tão especial e paradoxalmente tão ordinário;
Por ver a chuva cair juntamente ao Sol e a folha que sabia de seu destino, mas ainda se fazia verde e viva;
Do desespero os esparsos pingos d'água levavam, das lições que as pequenas e grandes formas de vida me ensinavam...
Sobre ciclos que se renovam e sobre tudo que terá seu momento;
Sobre o quão desnecessária se façam impaciência ou desespero...sobre o quão somos leves e sujeitos estamos ao vento;
Sobre cada passo premeditado que algo maior venha a alterar o curso e se faça surpresa por não se fazer meta almejada, ou estrada escolhida;
Sobretudo...que se disponha a respirar e compreender um pouco do que seja o real sentido da vida.










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