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terça-feira

Verbos impessoais, versos pessoais.


























Chovia naquele dia, se era noite na verdade não me lembro, mas frio fazia;
Chovia chuva mais fria que de costume, pairava no ar daquele lúgubre lugar de memórias diversas...melancolia;
No céu, onde não havia estrelas tal qual aquele céu, quando lhe conheci...porém, nuvens de incertezas havia;
No céu havia um ar estranho de satisfação e tristeza...um misto de loucura que não se refletia em cores, sequer tinha aquela cena alguma beleza;
Chovia naquele dia, de nossos olhos já cansados nada escorria...porém o céu se precipitava em prantos por nossa tristeza;
Faz frio hoje. há dias não lhe vejo;
Sinto falta de sua presença...sinto alegria por aqui estar como um estranho paradoxo, pois ainda vive, mas seu fantasma vejo;
Gostaria de lhe abraçar, mas nada havia entre meus braços a não ser desejo;
Desejo de lhe agradecer...desejo de cuidar de ti;
Faz frio e agora distantes, ausente de tua presença, nada mais sei sobre o que vejo ou se algo fora real para que fizesse ao menos cessar este detestar que permanece como desejo; 
Se é real, se é mero devaneio...se é loucura, se é prazer ou obsessão estranha por sua presença que em meu coração que por ti sangra, não se cura;
Chovia naquele dia, uma vez mais para distante de ti eu partia;
Meu corpo se movimentava, meu coração contigo permanecia e, em dois, se dividia;
Silenciei minha voz, pois algo com a vida e contigo talvez...naquele dia, aprendia;
Se há ou se havia, se fazia calor...se era tarde ou manhã eu não me recordo ou por proposital torpor, não sabia;
Somente sei que parti, e hoje ausente de ti muita coisa afirmo que aprendo e sem saber...contigo aprendia;
Somente posso afirmar...que sentirei saudades, e que tudo que seja atemporal como aquela ocasião onde chovia, em meu peito ainda se faz uma doce estranha presença etérea que permanece e a mesma, melancolia.





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